A chegada de um novo ano costuma despertar nas pessoas a vontade de traçar planos, fazer promessas e estabelecer metas. Seja para mudar hábitos, iniciar projetos ou simplesmente “ser melhor”, o mês de janeiro é visto como um marco simbólico de recomeço. Mas afinal, por que sentimos essa necessidade e até que ponto planejar é realmente saudável?
De acordo com a psicóloga e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Elena Maria Rosa Senetra, esse impulso tem explicações emocionais e neurocientíficas.
“O início de um novo ano cria a sensação de separação entre ‘quem fui’ e ‘quem posso ser’. A neurociência chama isso de fresh start effect, um ponto de virada que eleva nossa motivação e gera abertura para mudanças”, explica.
Esse cenário estimula a reflexão, favorece a revisão de hábitos e reforça a percepção de oportunidade; fatores que tornam o período ideal para estabelecer objetivos. Mas, se essa prática é benéfica ou apenas uma fonte de frustração futura, vai depender de como cada indivíduo irá lidar com esses planos.




