Vale a pena guardar em casa aqueles analgésicos que sobraram do último tratamento contra a gripe ou os antibióticos que “podem ser úteis algum dia”? O hábito de formar um estoque de medicamentos vencidos ou em desuso ainda é comum em muitos lares brasileiros, mas essa prática pode trazer sérios riscos à saúde e ao meio ambiente.
O alerta é da pós-doutora em Ciências Biológicas e coordenadora do curso de Farmácia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Ana Carla Broetto Biazon.
“Com o tempo, fármacos perdem a eficácia e podem comprometer o tratamento das doenças. Além disso, mantê-los em casa após o prazo de validade descrito nas embalagens aumenta a chance de acidentes como intoxicações por ingestão, especialmente por crianças, pets ou pessoas vulneráveis”, explica.
Por outro lado, o descarte incorreto – seja no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário – contamina a água, o solo, a fauna, a flora e a própria saúde humana com substâncias como hormônios e antibióticos que impactam diferentes ecossistemas e promovem a resistência microbiana.




