A
estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que surjam quase 600 mil
novos casos de câncer. Destes, 36.360 casos serão somente de câncer colorretal,
também conhecido como câncer de intestino. No Brasil, é o segundo tipo mais
comum entre as mulheres e o terceiro entre homens. A campanha alerta para o
aumento do número de casos em pessoas cada vez mais jovens e ressalta a
necessidade de prevenção.
“A
causa, ou causas, do aumento ainda não são claras para os cientistas. Apesar de
os números de cânceres ligados ao papilomavírus humano, o HPV, terem subido nos
últimos anos, esse vírus causa principalmente o tumor cervical, o do fundo da
garganta e do ânus (câncer anal e retal são diferentes), e os pesquisadores não
acreditam que comportamentos sexuais ou o HPV estejam causando o crescimento
dos números de casos de tumores de cólon ou reto.
Entre
os sinais de alerta estão sangue nas fezes, sangramento retal ou fezes escuras
ou pretas. O sangue liberado pelo tumor pode parecer bem vermelho ou escuro,
sinal de que foi quebrado no intestino. Perda de peso inexplicável ou não
intencional e cansaço também são sintomas. Podem acontecer problemas digestivos
gerais, como cólicas abdominais persistentes, dor por causa de gases ou na
lombar, sensação de inchaço ou uma mudança em hábitos na hora de defecar que
dure mais do que alguns dias, como diarreia, constipação, fezes mais estreitas
do que o habitual ou uma sensação de que o intestino nunca se esvazia
completamente.
Muitos
sintomas semelhantes aos do câncer colorretal podem ser benignos ou estar
relacionados a outras condições médicas e, por isso, o diagnóstico é difícil de
ser feito em jovens, dizem os especialistas. A anemia por deficiência de ferro,
por exemplo, comum em mulheres com menstruações pesadas, também pode ser um
sinal de câncer colorretal.




