sexta-feira, 19 jun 2026 ☀ Franca/SP 13°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Alerta real: Por que você não pode subestimar a hipertensão arterial

A pressão alta, se não controlada, pode levar a complicações graves e fatais como infarto, derrame e insuficiência renal

Compartilhar
A hipertensão é um inimigo silencioso que pode ser fatal – foto Arquivo

 

Imagine viver com um “inimigo silencioso” dentro de você, que pode causar danos graves à sua saúde sem que você perceba.

Esse inimigo invisível é a hipertensão arterial sistêmica (HAS), a conhecida pressão alta, uma condição que, se não for controlada, pode levar a complicações graves e fatais como infarto do miocárdio, derrame e insuficiência renal.

A boa notícia é que manter a pressão arterial sob controle é mais simples do que parece e salva vidas.

Continua depois da publicidade

No Brasil, a hipertensão é uma condição comum, afetando cerca de 32,5% da população adulta, segundo dados do Ministério da Saúde.

Isso equivale a aproximadamente 36 milhões de brasileiros que vivem com pressão elevada, muitas vezes sem saber.

A hipertensão é responsável por 50% dos casos de doenças cardiovasculares e contribui significativamente para a alta taxa de mortalidade por infarto e acidente vascular cerebral (AVC) no país.

Além disso, aproximadamente 388 mortes diárias no país são atribuídas a complicações decorrentes da HAS.

Esses números ressaltam a importância de conscientizar a população sobre os riscos da pressão arterial descontrolada e as medidas preventivas necessárias para combater essa epidemia silenciosa, que é a principal causa de AVC hoje no Brasil.

A hipertensão arterial é uma doença crônica definida por níveis pressóricos elevados. Trata-se de uma condição multifatorial que depende de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais.

A pressão arterial adequada é essencial para a saúde cardiovascular e é medida em milímetros de mercúrio (mmHg), representada por dois números: a pressão sistólica, que ocorre durante a contração do coração, e a pressão diastólica, que ocorre durante o relaxamento do coração.

A HAS é diagnosticada quando a PA sistólica é maior ou igual a 140 mmHg e/ou a PA diastólica é maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva.

O monitoramento regular da pressão é essencial para a detecção precoce de hipertensão e a prevenção de complicações graves.

Medir a pressão regularmente permite identificar elevações antes que se tornem críticas, possibilitando intervenções oportunas.

Também é possível ajustar o tratamento, avaliar sua eficácia, e adotar mudanças no estilo de vida que reduzam os riscos.

Portanto, manter um controle rigoroso da pressão é uma medida preventiva vital para promover a saúde e o bem-estar a longo prazo.

A pressão arterial é influenciada por uma série de fatores modificáveis ou não.

O estilo de vida é crucial: uma alimentação rica em sódio e gorduras, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e tabagismo são conhecidos por elevá-la.

Adotar uma dieta balanceada, praticar atividade física regularmente, moderar o consumo de álcool e evitar o tabaco são medidas eficazes para manter a pressão sob controle.

Uma alimentação balanceada é fundamental, e a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) é amplamente recomendada.

Essa dieta enfatiza o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e laticínios com baixo teor de gordura, enquanto limita a ingestão de sódio, açúcares e gorduras saturadas.

Predisposição genética e envelhecimento são fatores não modificáveis. Pessoas com histórico familiar de hipertensão ou mais velhas tendem a ter um risco maior.

O estresse crônico e a ansiedade também podem causar elevações temporárias que, se não gerenciadas, podem levar à hipertensão crônica.

O tratamento medicamentoso da hipertensão sofreu uma considerável revolução nos últimos anos, e atualmente, podemos falar que de fato, os anti-hipertensivos evitam as graves complicações dessa doença.

O paciente deve tomar os medicamentos prescritos diariamente, sem falhas, e medir regularmente a pressão.

*Informações O Globo