Definitivamente, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) enfrenta a pior fase de sua curta carreira política. Está sendo acuado por uma Comissão Processante na Câmara Municipal, que pode cassar seu mandato, por investigações do Ministério Público, pela Polícia Civil e até mesmo dentro de seu partido sofre pressões e pode até ser expulso da legenda.
No mês passado, o Jornal da Franca publicou matéria dizendo que Alexandre teria três obstáculos para chegar à reeleição: as prévias, a abertura de uma Comissão Processante e ainda vencer as eleições.
Pois Alexandre perdeu as prévias, a comissão foi instaurada na Câmara Municipal e a reeleição, por consequência natural, não vai acontecer, já que nem candidato o prefeito poderá ser. Uma sequência de coisas erradas conspirando pelo que parece ser o fim prematuro de uma nova liderança em Franca – salvo uma grande reviravolta.
Para piorar, o inimigo agora é outro. Aliás, são outros: Sidnei Rocha e Roberto Engler estão extremamente irritados com Alexandre. E isso não é pouco tratando-se do cenário político local.
A relação entre Alexandre e seu padrinho político, Sidnei Rocha, não se bicam há tempos e a exoneração de uma dúzia de aliados do segundo pelo atual prefeito degringolou tudo. Sidnei, segundo tucanos, vai dar o troco.
Engler, detentor da maioria do diretório francano, não gostou nada do fato de Alexandre ter anunciado o desmanche da sede do PSDB na cidade sem consultar ninguém. Segundo interlocutores do deputado, achou a atitude desrespeitosa. Também poderá haver revide.
E o troco que parece mais evidente no momento é a abertura de um processo de quebra de ética dentro do PSDB que pode culminar na expulsão de Alexandre Ferreira. Se isso acontecer, o prefeito poderá ficar à míngua em termos políticos: sem reeleição, sem mandato, com processos civis e policiais e, para completar, sem filiação partidária. Um verdadeiro inferno astral que, ao que parece, não tem data para terminar.



