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​Alexandre tem prazo curto para decidir se enfrenta Sidnei ou vai para o PMDB

A Sidnei e a Alexandre sobram vantagens, mas também alguns desgastes. Engler é fiel da balança

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Alexandre: difícil  missão de bater Sidnei nas prévias (Arquivo JF)

O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira, atual presidente do PSDB e pré-candidato às prévias do partido para a vaga de candidato à reeleição viverá nove dias de, certamente noites mal dormidas e com certeza, muita reflexão.

Confirmado como candidato às prévias que serão realizadas em 30 de abril, desta vez tendo como espinhosa missão, derrubar seu mentor, Sidnei Rocha, na preferência dos filiados do PSDB, Alexandre tem convite e dúvidas.

Em face da modificação trazida com a Lei nº 13.165/2015 (minirreforma eleitoral), a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) passou a exigir o prazo de seis meses, flexibilizando o prazo anterior que era de um ano também, de modo que o pretenso candidato deve estar filiado até o dia 02/04/2016, para que possa concorrer regularmente nas eleições de 02 de outubro deste ano.

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O convite teria vindo do PMDB, onde o ex-deputado federal Airton Sandoval, e seu atual Chefe de Gabinete, continua cacique. A dúvida: até que ponto ter conquistado a presidência do Diretório do PSDB, tirando a maioria de Sidnei Rocha e Roberto Engler significa refresco para vencer as prévias?

Com em todos os partidos, o PSDB tem correntes majoritárias e minoritárias. Ao longo da história em Franca, o partido, desde que disputou a Prefeitura, no final da década de 80, já com Roberto Engler, já foi liderado pelo próprio deputado, por Sidnei Rocha (que vagou também pelas hostes malufistas) e finalmente por Alexandre, que venceu as últimas eleições para direção do tucanato local.

Sidnei: acreditando no histórico de experiência (Arquivo JF)

É uma corrida que envolve, sim, quem foi filiado ao partido por Alexandre, mas que tem também como ingrediente, os simpatizantes de Engler, Sidnei e, porque não dizer, os próprios descontentes com o atual prefeito (muitos alijados de uma “boquinha” em cargos comissionados da prefeitura) ou que foram deixados no esquecimento ao longo dos mais de três nos de mandato “ferreirista”.

Acima de vantagens e desgastes, há para Alexandre, porém, a fama de ser bom de briga, firme em convicções e disposição para o enfrentamento.

A Sidnei sobram vantagens, mas também alguns desgastes. Vantagem pelo fato de ter deixado a Prefeitura com alto índice de aprovação, depois de ter “arrumado a casa” pós-PT que ele gostava de chamar de “tsunami vermelho que passou por Franca”. 

Desgaste por causa do próprio Alexandre: para muitos dos “rochistas”, o apadrinhado Alexandre foi um desastre como administrador, um tsunami tucano de menor proporção, mas para eles, foi. 

Acima de vantagens e desgastes, porém, a vantagem de Sidnei está na fama de bom administrador que ele construiu ao longo de sua carreira política e empresarial.

Assim, sobra a Engler, ser o fiel da balança tucana. Depois que Sidnei Rocha anunciou a disposição de ir às prévias, o que realmente se confirmou, Engler, como todo bom tucano, disse e não disse. 

Fez que foi, não foi, mas agora parece que acabou indo. Deve, por enquanto, ser Sidnei desde criancinha.

Alexandre e Sidnei não o deixaram ser deputado (Arquivo JF)

Engler sempre reclamou que Alexandre não deixou que ele fosse o Deputado que Franca tem. Mas os de boa memória também se lembram que com Sidnei prefeito foi igual: nada de Engler importava. 

Motivo, tanto de Sidnei quanto de Alexandre: a vaidade da conquista, aquela de não compartilhar com outros obras e serviços conquistados, pecado capital tão comum em políticos.

Os pré-candidatos Sidnei e Alexandre estão à caça dos filiados, com certeza, vendendo vantagens e promessas como todo político faz, até com a gente, mortais eleitores. 

Roberto Engler, como havia dito ao Jornal da Franca na semana passada, já tem uma pesquisa de intenção de votos dos filiados, debaixo do braço. 

Se vai trabalhar tais números em favor de Sidnei Rocha, ou “cozinhar” o ex-prefeito “em água fria”, isto é história para uma outra análise, mais à frente. 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região