No meio politico já não há dúvidas de que a cassação do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) será apresentada em plenário pela Comissão Processante que apura supostos crimes cometidos pelo chefe do Executivo.
Ele é acusado de crimes administrativos e de responsabilidade quando da contratação e prorrogações de contrato do ICV (Instituto Ciências da Vida), entre 2014 e 2015, para prestar atendimentos nos prontos-socorros da cidade.
Para que a cassação aconteça, são necessários dez votos. Alexandre, portanto, precisa de seis para se livrar. Até agora, tem quatro: Laercinho (PMDB), Donizete da Farmácia (PSDB), Vergara (PSB) e Claudinei da Rocha (PSDB).
Como oito parlamentares não deverão segurar a barra do prefeito, os dois votos só podem sair de três vereadores: Pastor Otávio (PTB), Bahia (PTN) e Cordeiro (PSB). Nenhum deles se posicionou oficialmente até o momento, porém, destes, o que estaria mais propenso a votar com Alexandre seria Bahia. Os outros dois, dependerá do momento.
Fatores como pressão popular serão fundamentais para direcionar o voto de alguns parlamentares. Movimentos sociais prometem lotar a Câmara e pressionar. Se isso de fato acontecer, diante da impossibilidade de Alexandre continuar no cargo, já que não será candidato à reeleição, a situação pode caminhar de fato para uma cassação.
A decisão da comissão, que ouvirá testemunhas nos próximos dias 23 e 24, sairá em meados de julho e a inevitável votação da cassação deverá ocorrer até o final do próximo mês. O prefeito deverá depor no dia 24.



