Lama da mineração atinge reserva de desova de tartarugas
gigantes na costa capixaba do Oceano Atlântico e isso sinaliza que vários
ecossistemas marinhos também estão sendo desequilibrados: este desastre precisa
motivar avanços no novo Código de Mineração e mudanças na realidade socioambiental
do país, este tipo de sequela positiva é o que nos consola a todos, sem tirar o
ímpeto da nossa luta imediata agora, que inclui denunciar as consequências e a
falta de estrutura em todas as bilionárias minas de mineração de ferro em Minas
Gerais, no Espírito Santo, no Pará, no Piauí.

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Biólogo avalia sequelas sofridas por esta tartaruga gigantes e outras espécies de vida marinha |
Recebemos no blog Folha Verde News e no microblog Flash de Ecologia, por e-mail, esta foto e notícia enviada por ativistas do Projeto Tamar, mesmo com a ação de ambientalistas, técnicos e até de um mapeamento feito por uma esquadra da Marinha, as sequelas do desastre socioambiental com o rompimento da barragem em Mariana, contendo metais pesados, está agredindo fortemente o equilíbrio ecológico da costa capixaba do Atlântico. Pessoal do Tamar bem que tentou salvar as tartarugas em Regência, Linhares, na região norte do Espírito Santo, por meio da retirada dos animais, os berçários de caranguejos e de peixes, conhecidos como igarapés, foram atingidos pela lama barrenta que chegou à região. A primeira tentativa de ambientalistas para evitar essa situação foi barrar os resíduos com a instalação de nove quilômetros de boias na região, há cerca de uma semana. Na ocasião, os megaempresários da mineradora informaram que tal medida reteria até 80% dos resíduos, o que não aconteceu. De nada adiantou, o problema é muito mais sério, como aliás pôde constar in loco o repórter André Trigueiro da Globo News. Segundo o chefe da reserva de Comboios, Antônio de Pádua Almeida, os ninhos das tartarugas que estavam próximos à foz do Rio Doce foram retirados previamente, para que a lama não os atingisse, mas a chegada dos rejeitos à parte norte da reserva ameaça outros ninhos: Biólogos continuam tentando proteger tartarugas marinhas e outras espécies marinhas ali na região de Linhares (ES). “No caso das tartarugas, conseguimos retirar os filhotes que nasceram e os soltamos em outro ponto no mar como medida de emergência, mas não sabemos se eles serão ou não contaminados. Se o grosso dessa lama vier e ficar depositado tanto na foz quanto nas praias, não sabemos o alcance do impacto que vai trazer para toda a biodiversidade aqui”, avaliou Antônio de Pádua Almeida. Já os pescadores cadastrados na Federação das Colônias e Associações dos Pescadores e Aquicultores do Espírito Santo (Fecopes) não tiveram outra atitude senão entrar na Justiça com um pedido de liminar para que sejam mensalmente indenizados pela Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton. Um audiência de conciliação foi agendada para o dia 2 de dezembro. Correspondentes de agências internacionais de notícias e equipes de fotógrafos e repórteres da mídia brasileira mais independente já estão com esta pauta, interessados em informar todos os detalhes deste acontecimento visto no exterior e também por nossa população como um escândalo de falta de gestão ambiental das empresas e de fiscalização da parte das autoridades políticas. “O lobby da mineração é muito forte”, disse um integrante do Tamar ao ser entrevistado por jornalista da Reuters: “Esta realidade precisa mudar no Brasil em vários setores”.




