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Alguns dos pontos negros do verde no Brasil

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Ecologistas do país e do planeta alertam sobre estes que são alguns dos pontos mais dramáticos do processo de desmatamento e de destruição dos rios: só uma gestão ambiental sustentável poderá mudar essa realidade, a nossa última ecologia, um dos maiores problemas brasileiros da atualidade.


O São Francisco que foi ícone da nossa natureza hoje é um dos pontos negros da sua destruição

Mata Atlântica

Restam só 7% de sua vegetação original. O desmatamento nos últimos 100 anos a transformou numa das florestas mais ameaçadas do planeta. Segundo dados de entidades como a Conservação Internacional e a SOS Mata Atlântica, hoje se perde um campo de futebol de vegetação a cada quatro minutos. Essa destruição põe em risco também a fauna da região: de 271 mamíferos que habitam a floresta, 160 só existem lá e podem desaparecer.

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Rio São Francisco

A construção de grandes hidrelétricas já afetou demais alguns dos principais rios brasileiros. Também, a vegetação em volta deles foi desmatada e, segundo a Conservação Internacional, este fato tem provocado o assoreamento – a obstrução por sedimentos – de trechos por exemplo do São Francisco, ícone do interior do Brasil: chuvas simples causam deslizamentos das margens. Outro problema é a introdução neste rio de peixes de hábitats diferentes, o que já provocou um sério desequilíbrio ecológico e a extinção de várias espécies que habitavam tradicionalmente o Velho Chico, o rio São Francisco.

Floresta Amazônica

O desmatamento da maior floresta tropical úmida do mundo ocorre por vários motivos, como o uso de áreas para a pecuária, para a agricultura e a extração ilegal de madeiras e de recursos minerais, como nos garimpos. A taxa anual de desmatamento é de cerca de 25 500 km2. Se ela continuar perdendo a cobertura vegetal nesse ritmo, especialistas não se cansam de alertar que a Amazônia poderá no futuro se tornar um grande deserto. É que são as próprias árvores que dão a umidade necessária para a região, tornando o solo fértil para outras plantas e garantindo os ecossistemas nessa região que é vital para o país, para o continente e para o planeta. 

Em alguns pontos extremos a Amazônia já mostra sinais de um deserto em formação

Cerrado

A vegetação típica da região central do Brasil perdeu, em apenas 30 anos, 60% de sua área original, segundo as mais recentes pesquisas. Do que sobrou, menos de 2% estão protegidos em parques ou reservas. Nesse ritmo de desmatamento, ambientalistas afirmam que em pouco tempo o cerrado estará numa situação pior que a da Mata Atlântica. A expansão do agronegócio, da pecuária, bem como, a mineração e a abertura de estradas em reservas da natureza, os principais problemas hoje.

Rio Xingu

A maior ameaça ao rio que cruza o Pará e Mato Grosso é a construção da hidrelétrica de Belo Monte, que deverá ser a terceira maior do planeta e envolvida em escândalos como os denunciados neste fim de semana pela revista Isto É. Apesar da necessidade concreta de se ampliar a produção de energia no país, especialistas reafirmam que a obra terá um grande impacto ambiental: além de uma possível mudança no fluxo do rio, a barragem de Belo Monte e outras complementares poderão inundar uma imensa área de vegetação nativa. A saída para os cientistas e ecologistas são investimentos em energias limpas, como a Eólica e a Solar.

A proteção dos igarapés, brejos e lagoas é essencial para reverter a destruição dos rios

Cubatão e São Sebastião

As duas cidades abrigam inúmeros oleodutos e para a Fundação SOS Mata Atlântica os dutos estão velhos, rachados, podendo se romper e causar um grande acidente ecológico nas praias e nos mangues da região. A Petrobrás se defende, por meio de sua assessoria de imprensa: “Somos uma indústria de risco, mas desde 2000 investimos 6 bilhões de reais em segurança. Os principais dutos foram automatizados com sensores e recebem manutenção a cada dois anos”. Mas recentemente, houve um outro acidente nesta região.

Sul da Bahia

Hoje restam 25% de cobertura verde original da região. Florestas desmatadas para dar lugar a grandes hotéis, por exemplo. Áreas previstas para virar parques nacionais estão abandonadas e a extração de madeira continua. Entidades como a The Nature Conservancy (TNC) se preocupam principalmente com as cercanias de Porto Seguro. Empresários hoteleiros rebatem garantindo que as novas construções têm procurado preservar o máximo de floresta nativa, mas não é o que o desequilíbrio ecológico regional indica em todo sul baiano, um dos 7 pontos mais dramáticos da natureza do Brasil.

Poucos rios em quase todas as regiões brasileiras continuam protegidos por matas ciliares

Amanhã aqui neste microblog mais informações para você, esteja você onde estiver, paz, Padinha!

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região