O problema não está só no uso consciente do açúcar refinado
(chamado de “calorias vazias” por não apresentar nenhum
nutriente) no dia a dia, como o açúcar no cafezinho ou a sobremesa depois do
almoço. Muitas vezes, esse açúcar está “escondido” em alimentos
salgados que nem imaginaríamos.
A indústria geralmente adiciona
açúcar aos alimentos processados para torná-los mais apetitosos. Quando a
gordura é removida de comida processada, por exemplo, o açúcar é adicionado
para balancear o sabor.
O resultado é que
comemos muito mais açúcar do que deveríamos e que também
nosso corpo consegue processar. “Se consumimos mais açúcar do que
precisamos, nosso fígados convertem este excesso em gordura. E esta gordura é
estocada em nosso corpo”, disse o professor em saúde pública Simon
Capewell.
Aqui estão alguns exemplos de alimentos que contêm o
tal do açúcar escondido:
– Molhos prontos para
saladas e lanches: Molhos prontos, como ketchup, barbecue, chipotle,
entre outros que usamos nas mais variadas refeições apresentam altas
quantidades de açúcar e sódio.
– Pão banco: Muitas
pessoas não associam o sabor doce ao pão branco, mas uma fatia média do
alimento pode conter cerca de 1,4g de açúcar. “Além do açúcar natural que
é formado enquanto o pão é assado, ingredientes também são adicionados pela
indústria”, informou o site Medical Daily.
– Sopas
industrializadas: Sopas prontas, principalmente as de tomate, podem
esconder açúcar. A famosa sopa de tomate Campbell’s tem cerca de 12 gramas de
açúcar por porção.
Verifique a tabela nutricional das sopas de tomates
porque este sabor costuma ter mais açúcar que os demais, pois o nutriente é
usado pela indústria para cortar a acidez do tomate”, disse Sanchia
Parker, nutricionista australiana ao Medical Daily.
– Pizza congelada: Nem
uma pizza está a salvo quando o assunto é açúcar escondido. Um pedaço de uma
pizza congelada de queijo, por exemplo, contém cerca de 5 gramas de açúcar.
Pizzas de pepperoni e calabresa podem ter ainda mais. O açúcar está
concentrado, geralmente, no molho industrializado.
– Produtos light e diet:
Não faz muito tempo que a regra para emagrecer era
comer tudo light e diet, mesmo não sendo diabético. Mesmo hoje, ainda é
difícil comprar um iogurte ou um leite integral sem pesar na consciência.
Mas a verdade é que a indústria
retira a gordura e adiciona açúcar, na tentativa de deixar o alimento gostoso e
menos calórico — enquanto um grama de gordura tem 9 calorias, um grama de
carboidrato tem apenas 4. “Pessoas que comem produtos light e diet não
ficam saciadas da mesma maneira e acabam comendo mais do que se comessem um
produto integral. Além disso, a pessoa pode ficar frustrada com o sabor, que
não será igual ao original, e como recompensa e busca por satisfação, acaba
comendo mais”, disse a nutricionista Sophie Deram
– Pasta de amendoim: A pasta de amendoim tem bastante benefícios e é ótima fonte de
energia. Porém, certas marcas acrescentam açúcares para tornar o produto mais
apetitoso. Uma colher de sopa pode conter 4 gramas de açúcar. Se a pasta vier
com sabor de chocolate ou mel, a quantidade de açúcar aumenta. “Quando
estiver no supermercado, escolha a que tiver amendoim seco tostado no topo dos
ingredientes. Se tiver sal marinho em vez do refinado, melhor ainda”,
aconselhou a nutricionista americana Patricia Bannan.
– Águas vitaminadas: Apesar de ela ser vendida como uma água saudável, muitas delas
contêm elevadas quantidades de frutose (açúcar natural das frutas) e açúcar
adicionado. “Companhias geralmente usam dois ou três diferentes nomes de
açúcar. Assim, em vez do açúcar aparecer como um dos primeiros ingredientes,
eles aparecem no final da lista”, explica a nutricionista Julie Upton.
Como saber quanto açúcar
estamos ingerindo?
A primeira coisa a se fazer é ler a
parte de trás das embalagens e procurar a tabela nutricional. Confira
quanto carboidrato o alimento possui. Muitas embalagens especificam as gramas
de açúcares neste tópico. Dê preferência aos carboidratos complexos, como pães
e massas integrais.
Outra dica é procurar a lista de
ingredientes. Pelas leis brasileiras, os ingredientes utilizados precisam
estar em ordem de quantidade. Ou seja, os primeiros da lista são os que mais
compõem o alimento.
Contudo, a indústria geralmente
utiliza diversos nomes de açúcares, o que dificulta na identificação do
nutriente na embalagem. Então, fique de olho nestes nomes que significam o tal
do açúcar escondido: glucose/xarope de milho, xarope de malte, glicose,
frutose, néctares, açúcar cristal, sacarose, açúcar invertido, maltodextrina,
lactose, dextrose, entre outros.



