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Almir Satter e Renato Teixeira oxigenam sertanejo

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AR é o CD que une Renato Teixeira e Almir Satter como parceiros de um trabalho cult que torna o sertanejo uma música mais contemporânea: é pop sem deixar de ser profundamente brasileira


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Finalmente um trabalho feito unindo dois dos maiores talentos da música brasileira

Um texto de Tiago Reis, me trouxe detalhes da criação e da gravação do CD, que contou ainda com uma participação do irmão mais novo de Almir Satter e do amigo de Renato Teixeira, pesquisador de música brasileira, o produtor norteamericano Eric Silver, que agilizou o processo, levou a parte final das gravações para um estúdio em Nashville nos Estados Unidos, onde houve a masterização e finalização deste trabalho histórico que vinha sendo gravado no Mato Grosso e parecia interminável. AR une pela primeira vez como parceiros os dois amigos Almir Satter e Renato Teixeira, que têm mais de 30 anos de convivência, de amizade, de cantorias, de shows juntos. Os dois parceiros buscam uma nova alternativa mais cult para o sertanejo atual do Brasil, com influência do folk, da música country, do rock e da MPB. As letras de Renato Teixeira e as músicas de Almir Satter se casam muito bem, o som torna mais contemporâneo o sertanejo comercial demais da atualidade, mais universal, mais pop e ao mesmo tempo bem típico e pessoal dos dois violeiros e músicos, amigos desde a juventude, agora finalmente criando juntos várias canções. Enfim, pelas informações que tive, por duas faixas que ouvi do novo CD e até pela proposta deste trabalho, eu posso concluir que Almir Satter e Renato Teixeira num só embalo atualizam e rejuvenescem a música sertaneja, ao mesmo tempo que voltam a valorizar na sua criação hoje as canções de raiz, como antigas modas de viola que os dois curtem desde crianças: raiz, modas de viola, mas também, MPB, pop, rock, folk, country, todos estes ingredientes sonoros e mais a poesia e a melodia típica do Mato Grosso e de todo interior paulista e do país…Um trabalho que é assim ao mesmo tempo universal e capira, maduro e jovem, bem brasileiro e até pop ou mundial, em busca da música de qualidade, acima de todos os gêneros, classificações e tipos, algo que diferencia e destaca este CD AR da mesmice comercialesca (com raras exceções) do sertanejo do  mercado musical do Brasil na atualidade. Uma nova síntese cultural, uma inovação de linguagem, a serviço da música brasileira, agora muita gente tem mais o que ouvir. Ainda bem, sobrevive a emoção da música com Almir Satter e Renato Teixeira, libertando dos limites e oxigenando  o sertanejo de agora.  (Antônio de Pádua Silva Padinha)

 

O trabalho começou caseiro e depois foi finalizado num dos melhores estúdios do mundo

Uma análise de  quatro das novas músicas desta dupla ícone da música do Brasil  que extravasa os limites do sertanejo atual

A dupla conseguiu uma criação ao mesmo tempo bem pessoal e cult, universal

Você pode baixar o CD de Almir Satter e Renato Teixeira no sitesistemasertanejo.com/cd-ar aqui na web, pode fazer o dowload de 10 das músicas por exemplo em sapomusicas.org. Tiago Reis informa que depois de gravarem no estúdio na casa de Almir Satter violão e voz, ele e Renato Teixeira foram via Skype  acompanhando online a finalização do produto, feita por outros instrumentistas com produção de Eric Silver nos States. Vale conferir alguns trechos do texto de Tiago Reis, que ele postou no site culturacaipira.com  “Posso dizer que tive o privilégio de fazer o review desse novo trabalho dos amigos de longa data Renato Teixeira e Almir Sater, duas figura praticamente folclóricas do cancioneiro brasileiro. O engraçado é que, embora a parceria de ambos venha de longos anos, esse é o primeiro álbum que gravaram juntos, e como era de se esperar, fomos brindados com uma verdadeira obra de arte da música “folk” brasileira. É digno de nota que tanto Almir Sater quanto Renato Teixeira, são personagens de importância icônica na história da música brasileira e gozam de um prestígio enorme, sem precisar de exposição na midia. Sua simplicidade e apego ferrenho às suas raízes musicais fizeram com que ambos conquistassem esse status simplesmente através de sua genialidade”… “Um trabalho com uma proposta contemporânea, explorando mais um pouco também da Country Music americana, AR mantém aquele clima ribeirinho com canções carregadas de amor pela cultura pantaneira e folclore brasileiro e que exaltam o amor e a constante busca pelo aprimoramento como ser humano, a música e poesia acima de somente um produto de mercado”… “Neste caso está também a  primeira canção do álbum “D de Destino”, exemplo claro da influência da música americana, misturando a tradicional viola caipira com as cordas de aço e o banjo country. Almir e Renato buscaram essa inspiração junto a Eric Silver, um dos grandes nomes da Folk Music americana. Além disso, a cidade de Nashville no Tennesse, criou o clima propício para esse encontro. A partir daí já começa a se notar as velhas características dos trabalhos anteriores de Almir Sater e Renato Teixeira neste novo trabalho que é novo de verdade”….”Valem destaques as músicas “Flor que a Gente Assopra”, “Bicho Feio” e “Peixe Frito”. A primeira, por se tratar de uma bela e poética canção romântica com um arranjo simples e encantador, além do dueto de duas vozes que são ao mesmo tempo sutis mas arrebatadoras. Ouvindo a canção, você com certeza se identificará com muitas outras canções de Almir como “Um Violeiro Toca”, “Chalana” e por aí vai. “Bicho Feio” traz de volta aquela pegada mais folk e o mais interessante é que esse arranjo dá o clima perfeito para a música que trata de personagens do nosso folclore, como “Saci”, “Mula Sem Cabeça”, “Caipora” e por aí vai. Assim como “Rasta Bonito”, essa canção enaltece os “causos” e estórias contadas pelo povo ribeirinho ou nas rodas de boiadeiros que viajam noite a dentro. Essa é uma característica interessante de Almir Sater, já que esse é um tema recorrente em várias de suas canções como, por exemplo, as já citadas “Rasta Bonito” e “Boiada”. E por último “Peixe Frito”. Essa canção tem o poder de te transportar para o cenário descrito na letra da música. Aliada a suave e melodiosa voz de Renato Teixeira, a canção retrata o que seria a vida ideal para muita gente, mostrando que muitas vezes a verdadeira felicidade está em se desfrutar das coisas simples que a natureza nos proporciona. Essa canção é simplesmente impossível de se ignorar e na minha humilde opinião, uma das melhores canções de Almir Sater e de Renato Teixeira, isso define o trabalho”. (Tiago Reis)

Almir descalço e Renato de bota radical na capa do CD AR

Amanhã aqui neste microblog de Ecologia mais informação e para você onde quer que você esteja, muita paz, Padinha!

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região