O consumo de café em nível mundial foi estimado em 165 milhões de sacas de 60kg num período seguido de doze meses. E, no Brasil, maior produtor e exportador de café, o consumo foi calculado em 21 milhões de sacas anuais, número que representa em torno de 13% da demanda mundial. Com essa performance, o Brasil se mantém em segundo lugar no consumo, seguido dos Estados Unidos, cuja demanda é de aproximadamente 23 milhões de sacas de 60kg anuais, que correspondem a 14% do que é bebido de café no planeta.
Os dados do consumo interno dos Cafés do Brasil foram pesquisados no período de novembro de 2017 a outubro de 2018 e demonstram um crescimento de 4,80%, caso se estabeleça um comparativo com o mesmo período anterior. Também foi constatado nessa pesquisa que o consumo de cafés em pó atingiu 81% e cafés expressos e em cápsulas 19%, do total da demanda nacional. E, mais que isso, tais números sinalizam que o consumo interno deverá continuar com tendência de crescimento contínuo até 2021, numa taxa média estimada em 3,5% ao ano, em decorrência da retomada econômica e de mudanças de hábitos de consumo do café pela população brasileira, fatores que têm impulsionado a demanda pelo produto.
Para a Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC, que realizou e divulgou esta Pesquisa do Consumo de Café no Brasil, ora em destaque, tais números obtidos elevam o consumo per capita anual para 6,02kg de café cru e para 4,82 kg de café torrado e moído. E, ainda, que o aumento do consumo de café seguirá em plena expansão, acompanhando uma tendência que também se observa em nível mundial. Conforme ainda a Pesquisa, exclusivamente em relação às empresas associadas da ABIC, a taxa de crescimento verificada foi ainda maior, pois atingiu 7,03%, em comparação com o mesmo período anterior, o que demonstra, de fato, que os brasileiros estão consumindo cada vez mais café.
No relatório, a ABIC esclarece que alterou a metodologia da pesquisa que vinha sendo adotada em anos anteriores, pois a Associação também contabilizava em seu levantamento do consumo dados de empresas não associadas a ela, além de outros canais de consumo não cadastrados. Assim, nessa nova metodologia, a ABIC desconsiderou o volume antes atribuído às não cadastradas, o que representou uma redução de quase dois milhões de sacas no volume apresentado em pesquisa anterior. Dessa forma, a Associação acredita que o consumo interno deva ser ainda maior, principalmente se contabilizada a demanda em cafeterias, panificadoras e outros pontos fornecedores, que muitas vezes torram seus próprios grãos, bem como o consumo nas mais de 300 mil fazendas produtoras de Cafés existentes no Brasil, cujo cálculo do volume não é determinado com facilidade.




