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Alto consumo de gorduras saturadas pode aumentar o risco de doenças do coração

Estudo de Harvard acompanhou dados de 115 mil profissionais da saúde dos Estados Unidos, em mais de 20 anos

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Novo
estudo conduzido por pesquisadores de Harvard revela que o consumo de grandes
quantidades de quatro ácidos graxos saturados – encontrados na carne vermelha,
gordura do leite, manteiga, banha e óleo de palma – podem aumentar o risco de
doença coronariana. A pesquisa avaliou dados de 115 mil profissionais da saúde
dos Estados Unidos, que foram acompanhados pelos estudiosos durante 20 a 26
anos (entre os anos 1984 a 2012).

As
descobertas também sugerem que a substituição das gorduras saturadas por
gorduras boas, grãos integrais e proteínas vegetais pode reduzir o risco de
doença coronariana. O estudo apontou ainda que uma ingestão maior dos ácidos
graxos saturados (ácido láurico, ácido mirístico, ácido palmítico e ácido
esteárico) estava associada a um aumento de 24% no risco relativo de doenças no
coração.

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Os
resultados do estudo apontam para a importância de uma alimentação balanceada,
contemplada por Guias internacionais. “Isso significa reduzir a ingestão
de gordura saturada para não mais de 10% do total de calorias e ter uma dieta
equilibrada, que inclua frutas, legumes, grãos integrais, óleos vegetais que
forneçam gorduras poli-insaturadas e monoinsaturadas, além de nozes, peixes e
derivados do leite com baixo teor de gordura”, disse o autor sênior Qi
Sun, professor assistente do Departamento de Nutrição de Harvard.

A
pesquisa ainda aponta que, como os alimentos normalmente contêm uma combinação
de diferentes gorduras saturadas, as recomendações dietéticas devem permanecer
focando na substituição dessa gordura pelas insaturadas para a prevenção de
doenças coronarianas. A redução de apenas 1% do consumo diário desses ácidos
graxos saturados pela mesma quantidade de calorias provenientes de gorduras
poli-insaturadas, gorduras monoinsaturadas, grãos integrais ou proteínas
vegetais, foi estimada para reduzir o risco relativo de doença coronariana de
4% a 8%. A substituição do ácido palmítico – encontrado no óleo de palma, carne
e gordura láctea – foi associada à maior redução de risco.

O
co-autor Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia de Harvard, comenta
que o estudo afasta a ideia de que a manteiga está de volta. “Substituir
as fontes de gordura saturada pela insaturada é uma das maneiras mais fáceis de
reduzir o risco de doenças cardíacas”, conclui Walter Willett, co-autor e
professor de Epidemiologia e Nutrição.

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