Alunos
de escolas públicas estaduais de Franca temem uma paralisação dos
professores da rede estadual de ensino. Na sexta-feira, por exemplo,
professores da cidade e da região participara da assembleia da
Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São
Paulo), na capital paulista e muitos estudantes ficaram sem aulas.
A
tendência, segundo alguns dos participantes, é que ocorra a greve
até o final deste mês. “Já estamos em estado de greve desde a
última assembleia, realizada no dia oito. Na reunião desta sexta,
ficou claro o descontentamento da categoria diante da indefinição
de uma proposta viávelo pelo governo”, disse a professora, que
pediu para não ter o nome revelado.
Ficou
definido que haverá uma próxima assembleia em 24 de maio, um dia
após a Apeoesp se reunir com a Secretaria de Estado da Educação
para tentar fechar as negociações do reajuste. Se não houver
acordo, a greve poderá ser decretada, conforme o calendário de
mobilizações da associação.
Após
a assembleia do dia 8, representantes da Apeoesp ouviram as propostas
dos professores em várias cidades, inclusive em Franca, para saber o
que achavam da realização de uma greve e, segundo a professora,
muitos são favoráveis à iniciativa.
O
governo estadual ainda não iniciou oficialmente
a
negociação salarial deste ano. Os professores pedem reajuste de
16,6% para repor a inflação acumulada desde julho de 2014 e cobram
uma mesa permanente de negociação para discutir a valorização dos
profissionais. A
alegação é que no ano
passado não houve
aumento
salarial, por isso esse
índice estaria repondo a
inflação.
Entre
os estudantes, fica a clara vontade de que não haja paralisação.
Muitos têm conversado a respeito em grupos de redes sociais. “Eu
não quero que pare, porque depois teremos que repor aulas durante as
férias de julho ou no final do ano e nem poderemos programar uma
viagem com a família por causa disso”, disse a estudante do Ensino
Médio, Rafaela de Souza, à reportagem.



