A Agência Nacional
do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) espera apresentar até o fim do
mês a minuta de uma nova resolução para aumentar a transparência na variação
dos preços de derivados do petróleo no Brasil. Segundo o diretor-geral da ANP,
Décio Oddone, entre as medidas estudadas está a proibição da antecipação dos
reajustes. As alterações passariam a ser divulgadas necessariamente em tempo
real.
Além disso, a ideia é não permitir que as empresas fixem
uma periodicidade para divulgação dos preços e determinar que os dados sejam
divulgados para cada ponto de venda. A proposta deverá ser submetida a uma
consulta pública antes de ser aprovada pelo órgão. A expectativa é de que todo
o processo seja concluído até o final de setembro, quando as regras
definidas passariam a vigorar.
Segundo Oddone, a resolução deverá trazer regras para os variados
agentes da cadeia produtiva do setor do petróleo, incluindo produtores,
distribuidores, importadores, postos de combustível. “Havendo maior
transparência, a sociedade aceita melhor a variação de preços”, avaliou o
diretor-geral, em evento realizado nesta segunda-feira, 13 de agosto, pelo
Grupo Lide, uma organização privada que reúne líderes do setor empresarial.
No mês passado, a ANP já havia anunciado que não pretende adotar
nehuma medida que estabeleça uma periodicidade mínima para os reajustes
dos preços dos combustíveis. A decisão baseou-se nos resultados de uma Tomada
Pública de Contribuições (TCP) que recebeu 146 manifestações. Segundo Oddone, a
avaliação técnica das colaborações apontou que a periodicidade mínima não seria
uma medida recomendável. Os resultados da TCP teriam apontado outros caminhos
que estão sendo considerados na elaboração da minuta.




