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ANS atesta: Unimed-Franca tem menor índice de partos por cesariana na região

Índice mais alto está na Santa Casa de São Joaquim da Barra com Taxa de Cesarianas de 95,5%

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Dados informados pelas operadoras de planos de saúde à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e divulgados nesta semana mostram que, em 2015, foram realizados 569.118 partos na rede credenciada, em todo o País. 

Desse total, 481.571 ocorreram por cirurgias cesarianas, o que corresponde a 84,6% do total de nascimentos realizados na saúde suplementar. 

Comparando com o ano de 2014, houve queda de 1% na taxa de cesarianas realizadas pelos planos de saúde. 

Jornal da Francaveja lista exclusiva abaixo

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HOSPITAL REGIONAL DE FRANCA S/A 

Porte da Operadora – Médio

Partos Normais – 27

Quantidade de Cesarianas – 258

Total de Partos – 285

Taxa de Cesarianas – 90,5%

UNIMED DE BATATAIS – COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

Porte da Operadora – Pequeno

Partos Normais – 1

Quantidade de Cesarianas – 31

Total de Partos – 32

Taxa de Cesarianas – 96,9%

UNIMED SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

Porte da Operadora – Pequeno

Partos Normais – 8

Quantidade de Cesarianas – 67

Total de Partos – 75

Taxa de Cesarianas – 89,3%

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA E ASILO DOS POBRES DE BATATAIS

Porte da Operadora – Pequeno

Partos Normais – 1

Quantidade de Cesarianas – 8

Total de Partos – 8

Taxa de Cesarianas – 88,9%

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SAO JOAQUIM DA BARRA 

Porte da Operadora – Médio

Partos normais – 11

Quantidade de Cesarianas – 236

Total de Partos – 247

Taxa de Cesarianas – 95,5%

UNIMED FRANCA – SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS E HOSPITALARES

Porte da Operadora – Médio

Partos normais – 116

Quantidade de Cesarianas – 810

Total de Partos – 926

Taxa de Cesarianas – 87,5%

Partos

Em 2015, havia 836 operadoras com plano médico-hospitalar em atividade no Brasil. Desse total, 708 (87%) realizaram partos. Cento e dezesseis (116) empresas não registraram partos no ano passado ou não tinham serviço obstétrico.

Na avaliação da ANS, a taxa de cirurgias cesarianas na saúde suplementar é alta, e exigiu mudanças que estimulassem a realização de mais partos normais na rede de atendimento dos planos de saúde. 

Por isso, a Agência estabeleceu, em 2015, a Resolução Normativa nº 368, com medidas que visam reduzir o número de cirurgias cesarianas desnecessárias no setor. As regras começaram a valer em julho do ano passado. 

A Resolução Normativa 368 representou um avanço por estabelecer regras para estimular o parto normal e obter a consequente redução de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar. 

A cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. 

Aproximadamente 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados a prematuridade.

Entre as conquistas, as regras ampliaram o acesso à informação pelas consumidoras de planos de saúde, que podem solicitar às operadoras os percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais por estabelecimento de saúde e por médico para tomarem decisões. 

A resolução também estabeleceu a obrigatoriedade das operadoras fornecerem o cartão da gestante, de acordo com padrão definido pelo Ministério da Saúde, no qual deverá constar o registro de todo o pré-natal. Com isso, a gestante leva com ela as informações sobre a sua saúde.  

O cartão deverá conter também a carta de informação à gestante, com orientações e informações para que a mulher tenha subsídios para tomar decisões e vivenciar com tranquilidade esse período tão especial.

Além disso, cabe ainda às operadoras a orientação para que os obstetras utilizem o partograma, documento gráfico onde são feitos registros de tudo o que acontece durante o trabalho de parto. 

Nos casos em que houver justificativa clínica para a não utilização do partograma, deve ser apresentado um relatório médico detalhado. O partograma passa a ser considerado parte integrante do processo para pagamento do procedimento parto.

Há, ainda, a possibilidade de realização de cirurgia cesariana a pedido. Neste caso, além do relatório médico, a gestante deverá assinar um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. 

De acordo com dados de março de 2016, existem 20,6 milhões de mulheres beneficiárias de planos de assistência médica com atendimento obstétrico no País, público-alvo dessas medidas. 

Parto adequado 

Para reduzir gradualmente as taxas de cesarianas no Brasil, é necessário combinar medidas de diversos atores da saúde suplementar e da rede de atendimento à gestante, estimulando e desenvolvendo novos modelos de atenção à mulher e ao bebê. 

Somente o alinhamento de ações pode propiciar o alcance do objetivo comum de promover a saúde e a segurança da mulher e do bebê.

Nesse contexto, existem as ações do Projeto Parto Adequado, iniciativa conjunta entre a ANS, Hospital Israelita Albert Einstein e Institute for Healthcare Improvement (IHI). 

O objetivo do projeto é, em conjunto com os 40 hospitais participantes, elaborar, testar, avaliar e disseminar modelos de atenção a parto e nascimento que favoreçam qualidade dos serviços, valorizem o parto normal e contribuam para a redução dos riscos decorrentes de cesarianas desnecessárias. 

Em 12 meses do projeto, os resultados são bastante positivos: 21 hospitais participantes já atingiram pelo menos 40% de partos vaginais, alcançando marco importante no âmbito da iniciativa; e seis unidades já conseguiram reduzir as internações em UTI neonatal, com índices que variaram de 29% a 67% de queda. 

(Com informações da ANS – Agência Nacional de Saúde Complementar)

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região