
A Black Friday, que este ano acontece no dia 27 de novembro, tem causado expectativas positivas entre os comerciantes paulistas, apesar dos impactos na economia causados pela pandemia do novo coronavírus.
Segundo levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), a data pode gerar aumento de 2% a 4% nas vendas do comércio, chegando a 20% de crescimento para os lojistas que atuam e possuem experiência no meio digital.
“O ano de 2020 trouxe uma nova realidade para o varejo e foi preciso encarar os desafios. A pandemia acelerou o processo de digitalização e a Black Friday é uma data marcada pelo volume de vendas no digital, que terá mais reflexos desse cenário”, explica o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.
DESCONTOS
Para muitos comerciantes um dia de descontos é pouco para alavancar as vendas, assim eles apostam em semanas com preços menores, ou até mesmo um mês de promoções para atrair o consumidor.
Este é o caso, por exemplo, da marca de semijoias Gazin, que antecipou as ofertas para 10 de novembro e almeja um crescimento de 20% a 30% nas vendas durante o mês de novembro.
Outra empresa que vai esticar as promoções é a Dentro da História, que terá desconto progressivo de até 40% para a compra de quatro livros , durante os dias 23 e 30 de novembro.
Filas persistem
Apesar da internet ser a grande estrela da data, que desembarcou no Brasil em 2011, as filas nas lojas físicas ainda devem existir. Contudo, por conta da alta do dólar e dos impactos da própria Covid-19 no setor, os descontos não devem ser tão agressivos.
“Nós acompanhamos na pandemia que parte dos brasileiros são imprevisíveis e, mesmo diante de um cenário que requer cuidados, não seguiram a quarentena ou evitaram aglomerações. Assim, acredito que as filas seguirão sendo uma realidade”, alerta o especialista em e-commerce e sócio-fundador da startup Meu Dim Dim, Felipe Rodrigues.
“O que tenho visto é que alguns produtos possuem descontos mais agressivos e servem para chamar atenção do consumidor, porém, estão disponíveis em quantidade limitada de estoque. As lojas complementam com descontos reais, mas menores, em outros produtos, ou seja, que apresentam uma margem menor”, completa.
DESEJOS
Segundo a FCDLESP, os lojistas acreditam que o consumidor irá aproveitar a Black Friday para antecipar as compras de Natal, gastando cerca de R$ 400.
Contudo, uma pesquisa da plataforma Pelando, que disponibiliza cupons para compras na internet, o tíquete médio pode ser ainda maior, chegando a R$ 1.757 para homens entre 17 e 34 anos, com renda entre um e três salários mínimos. As mulheres, com mesmo perfil, devem gastar cerca de R$ 1.475.
Entre os itens mais desejados estão os eletrônicos (30%), seguidos pelos itens de informática, como notebook, placa mãe, monitor, entre outros, com 26% de interesse; smartphones e celulares (15%); eletrodomésticos (10%); produtos de beleza, brinquedos, jogos, artigos esportivos e livros, com 2% das intenções de compras.
Cuidados
Por conta do momento atual, espera-se que as compras online ocorram em maior número e, consequentemente, o número de reclamações deve aumentar. Assim, para evitar dores de cabeça o advogado especialista em Direito do Consumidor, Marco Antonio Araújo Júnior, diretor do Brasilcon – Instituto Brasileiro de Política e Defesa do Consumidor, da as seguints dicas:
Muitas vezes o percentual de desconto é bom para compras à vista. Com pagamento à prazo deixa se ser aplicado;



