Ela é assustadora. Transforma uma pessoa em um quase zumbi e, segundo dados científicos, a mortalidade beira os 100%. Mais rara do que a própria doença, foram as pessoas que conseguiram sobreviver à raiva humana. Todas elas procuraram centros de saúde imediatamente após serem mordidas por um animal. O novo caso de raiva humana que terminou com morte no Brasil aconteceu em julho último no Recife (PE) e elevou o alerta da população do Nordeste.
Entre todas as zoonoses transmitidas pelos cães e gatos para os humanos, a raiva é certamente uma das mais temidas. Isso porque depois de transmitida ela pode ser incurável, considerando que não existe medicamento com eficácia comprovada para tratamento dessa doença. “É por isso que a vacinação dos pets é indispensável para a prevenção da raiva. Esta é a única e eficaz forma de prevenção”, enfatiza Karin Botteon, médica veterinária.
Desde 1990 os casos de raiva humana diminuíram drasticamente no Brasil, chegando a zero em 2014. No entanto, desde 2015, casos de raiva vêm levando humanos a óbito, inclusive em 2017, segundo dados do Ministério da Saúde.
Para o combate à doença, agosto entrou no calendário nacional como o mês da grande mobilização para a campanha de vacinação de animais domésticos contra a raiva. Porém, após um problema registrado com lotes da vacina em 2010 – que culminou na morte de dezenas de animais em todo o Brasil – fez com que a aderência dos donos à vacinação de cães e gatos sofresse uma queda que levou ao aumento dos casos em animais e o retorno da raiva humana.




