O governo pressionou muito a Câmara dos Vereadores para aprovar o projeto de lei de regularização dos cargos comissionados. E conseguiu. No pacote também estava incluída a criação de três novas secretarias: Assuntos Estratégicos, Negócios Jurídicos e Esportes.
A primeira foi ocupada rapidamente. A pasta de Assuntos Estratégicos é uma espécie de “supersecretaria”, que acumula assuntos importantes na administração pública, como a Copel – Comissão Permanente de Licitações. É ocupada por Thiago Comparini.
A pasta de Negócios Jurídicos, embora não esteja ocupada oficialmente, foi assumida por Alexandre Trancho, que continua nomeado, porém, na função de procurador-geral do município.
Já a Secretaria de Esportes está mesmo sem comandante. Desde a sua criação, ela tem problemas diversos. Um deles com os professores de Educação Física, que são vinculados à Educação, mas também teriam subordinação pela área esportiva.
Outro ponto conflitante é que foi criada uma Secretaria de Esportes – como foi – sem que houvesse a extinção da FEAC – Fundação Esporte, Arte e Cultura. Ou seja, dois órgãos públicos para cuidar do mesmo assunto. A necessidade disso ainda não foi explicada até hoje pelo prefeito Gilson de Souza (DEM).
Mas fato é que, até agora, não foi nomeado o secretário de Esporte. Alguns nomes chegaram a ser cotados, como do presidente da FEAC, Marlon Centeno, do diretor da autarquia, Ricardo Pereira, entre outros.
Isso leva à inevitável pergunta: era mesmo necessário criar este cargo ou ele foi apenas pano de fundo para a criação da cobiçada pasta de Assuntos Estratégicos? A resposta só Gilson de Souza pode dar.



