Um estudo conduzido pelo Instituto Florestal estimou um déficit de cobertura florestal de mata ciliar de 1.000.000 hectares no Estado de São Paulo. Deste total, aproximadamente 30% estava em áreas rurais administradas por usinas e fornecedores de cana.
Devido ao claro papel que o setor podia desempenhar na recuperação dessas áreas, o governo do Estado de São Paulo, representado pelas Secretarias do Meio Ambiente (SMA) e da Agricultura e Abastecimento (SAA), assinou com o setor sucroenergético, representado pela União da Indústria da Cana de Açúcar (UNICA) e pela Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (ORPLANA), um protocolo de boas práticas agroambientais.
Entre as diretivas, destacava-se a recuperação de matas em nascentes e a proteção das áreas de preservação de outros cursos d’água.
Apenas alguns anos após a assinatura do protocolo, resultados expressivos puderam ser observados. O número total de nascentes declaradas pelo setor saltou de 8.700 na safra 2009/10 para 9.280 na safra 2013/14. As áreas ciliares das usinas signatárias também registraram aumento, saindo de 160 mil hectares para 233 mil hectares no mesmo período.




