A inflamação crônica das vias respiratórias, popularmente conhecida como asma, acomete 20% da população brasileira. E foi ela que vitimou a escritora, roteirista, atriz e apresentadora Fernanda Young, de 49 anos, no último domingo, 25 de agosto.
É um problema grave e crônico que precisa ser controlado. Em caso de crise grave, pode levar à morte em minutos. Embora não tenha cura, quando diagnosticada, é facilmente tratada. Requer controle e cuidados do paciente, mas na prática, não deveria ser mortal. Dados do Ministério da Saúde, porém, revelam um índice surpreendente de óbitos provocados por conta da doença: duas mil pessoas morrem e mais de 300 mil são internadas com crises agudas. “Ela é perigosa e varia muito entre as pessoas. Um idoso pode ter asma, mas ficar a vida inteira sem sintomas e, de repente, apresentar uma crise grave”, afirma o clínico geral Roberto Debski.
Segundo Carlos Jardim, pneumonologista do Incor, qualquer queixa de falta de ar deve ser investigada pelo médico. Outros sintomas não devem ser desconsiderados, como cansaço após esforço, aperto, peso e chiado no peito, tosse e produção de secreção.
Os números relativos à doença, segundo Jaquelina Ota, pneumologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, e presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia, deveriam ser nulos ou próximos de zero. “A asma não mata. Os dados são alarmantes e revelam o descontrole no trato da doença.”




