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Atrofia Muscular Espinhal é a maior causa genética de mortalidade infantil

População deve se conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce através de testes genéticos

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Dificuldades
para respirar e engolir, cansaço excessivo ao mamar, incapacidade de sentar sem
apoio, perda de controle da cabeça
1. Estes são alguns dos sintomas
de
Atrofia Muscular
Espinhal (AME)
, doença que pode levar recém-nascidos a óbito
até o sexto mês de vida
2 ou condená-las a conviver com respiração
artificial ou limitações motoras. Para alertar a população, familiares,
profissionais e órgãos competentes sobre a gravidade da doença e a importância
do diagnóstico precoce, foi realizado durante todo o último mês, a campanha
AME AGOSTO. Agosto foi escolhido
internacionalmente por meio da associação de pacientes Cure SMA como o mês da
conscientização à doença.

A
apresentadora Rafa Brites
emprestou a sua imagem para a campanha nacional e, junto com associações de
pacientes de AME, trouxe a conscientização em pauta com um recado especial para
os pais: fiquem atento aos sintomas e siga seu instinto maternal ou paternal.
Nas redes sociais da atriz e destas associações é possível conferir um bate
papo, com histórias reais de famílias que passam pela situação de terem um
filho com a doença.

As
associações ABRAME e INAME se uniram para uma ação conjunta. Um dos objetivos
é, além de propagar o assunto para conscientização, contribuir com a inclusão
da triagem neonatal por meio de testes genéticos estendidos.

Apesar de
rara, a AME é a principal causa genética de mortalidade infantil¹-² e está
presente em 1 a cada 10
mil nascimentos no mundo
3_4. Os primeiros sintomas começam a aparecer logo no
nascimento e progridem rapidamente, levando a mais de 95% de perda motora nos primeiros
meses de vida2
. Por este motivo, o tempo é
primordial para garantir uma melhor qualidade de vida a estes pacientes, que já
contam com tratamentos disponíveis.

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Como quase
60% dos casos de AME são do tipo 15, o mais grave da
doença, o diagnóstico precoce é de extrema importância. Especialistas no
assunto recomendam uma triagem neonatal universal para facilitar a identificação
da doença6,7,8. Detectada antes do
início dos sintomas, é possível a realização de uma intervenção terapêutica
precoce. Por se tratar de uma doença grave e agressiva, quanto antes detectada
é maior a possibilidade de realizar intervenções que ajudem a manter ou
melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

Saiba
mais sobre os tipos de AME

A Atrofia
Muscular Espinhal é uma doença genética que atinge os neurônios motores da
medula espinhal e leva ao mau funcionamento de todos os músculos da criança, o
que dificulta andar, falar, engolir e até respirar1.Rara e hereditária, a doença é
causada pela falta ou deficiência do gene SMN1, responsável por produzir a
proteína SMN2. Sem ela, os neurônios motores morrem, levando a fraqueza
muscular progressiva e paralisia. Segundo especialistas, uma pessoa nasce com
todos os neurônios motores que terá durante toda a vida. Quando esses morrem,
eles não se desenvolvem novamente9.

A AME pode
ser detectada em três diferentes tipos: no tipo 1, mais grave, a criança não
tratada nunca será capaz de alcançar progressos de desenvolvimento normais como
sentar sem apoio1, por exemplo. Além disso, ela pode apresentar dificuldade em
respirar e engolir1,10, ter pouco controle
da cabeça14, piora da fraqueza muscular e hipotonia (baixo tônus muscular)1,11. Com este tipo da
doença, 90% dos bebes sem tratamento necessitam de suporte e ventilação
permanente ou morrem até o seu segundo aniversário12.

Os sintomas
do tipo 2 costumam aparecer entre o sexto e 18 meses de idade1. Nesta categoria, a criança não
consegue andar sem apoio, necessitando de cadeira de rodas1, não consegue levantar sem apoio2, perdem a capacidade de sentar
sozinha, apresenta tremor nos dedos, anomalias esqueléticas como escoliose e
deslocamento do quadril13,14e possui dificuldade
ao se alimentar e respirar13,14. Mais de 30% destes
pacientes morrerão até os 25 anos. Já no tipo 3, os sintomas podem aparecem em
qualquer fase da vida1. Nesta categoria o
indivíduo possui dificuldade para andar, correr, subir e descer escadas15, pode perder a capacidade de levantar
ou andar sem apoio1 ao longo do tempo.

Referências bibliográficas:

1. Farrar MA, Park SB, Vucic S, et al. Emerging therapies and challenges in spinal muscular atrophy. Ann Neurol. 2017;81(3):355368

  1. 2. Anderton RS and Mastaglia FL. Advances and challenges in developing a therapy for spinal muscular atrophy. Expert Rev Neurother. 2015;15(8):895-908.
  2. 3. Glascock J, et al. J Neuromusc. Dis. 2018;5:145-58.
  3. 4. Farrar MA and Kieran MC. Neurotherapeutics2015;12:290-302.
  4. 5. Verhaart IEC, Robertson A, Wilson IJ, et al. Prevalence, incidence and carrier frequency of 5q-linked spinal muscular atrophy – a literature review. Orphanet J Rare Dis. 2017;4;12(1):124
  5. 6. Lin CW, et al. Pediatr Neurol. 2015;53(4):293-300.
  6. 7. Glascock J, et al. J Neuromuscul Dis. 2018;5(2):145-158.
  7. 8. Administration HRaS. Recommended Uniform Screening Panel (RUSP). 2018; http://www.hrsa.gov/advisory-committees/ heritable-disorders/rusp/index.html. Acessado em 30 de outubro de 2018, 2018.
  8. 9. Govoni A,Gagliardi D, Comi GP Corti S, et al. Time is motor neuron: therapeutic window and its correlation with pathogenetic mechanisms in spinal muscular atrophy. Mol Neurobiol. 2018;55(8):6307-6318.
  9. 10. Spinal muscular atrophy 1. National Center for Advancing Translational Sciences. Genetic and Rare Diseases Information Center, http://rarediseases.info.nih.gov/diseases/7883/spinal-muscular-atrophy-1. Acessado em 13 de julho de 2018.
  10. 11. . Arnold WD, et al. Spinal muscular atrophy: diagnosis and management in a new therapeutic era. Muscle Nerve. 2015;51(2):157-67.
  11. 12. Finkel RS, McDermott MP Kaufmann P et al. Observational study of spinal muscular atrophy type I and implications for clinical trials. Neurology. 2014;83(9):810-7.
  12. 13. Darras BT, Finkel RS Spinal Muscular Atrophy. Chapter 25 – Natural History of Spinal Muscular Atrophy. Outubro de 2016.
  13. 14. Spinal muscular atrophy 2. National Center for Advancing Translational Sciences. Genetic and Rare Diseases Information Center, http://rarediseases.info.nih.gov/diseases/4945/spinal-muscular-atrophy-type-2 Acessado em 13 de julho de 2018.

15. Spinal muscular atrophy 3. National Center for Advancing Translational Sciences. Genetic and Rare Diseases Information Center, http://rarediseases.info.nih.gov/diseases/198/spinal-muscular-atrophy-type-3 Acessado em julho de 2018.

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