Atenção para a Leishmaniose Visceral. Nas últimas semanas, têm sido reportados casos da doença na Região Centro Oeste. “Essa zoonose é transmitida por um protozoário (Leishmania), pela picada de flebotomíneos, conhecidos popularmente como mosquito-palha ou birigui. O mosquito se reproduz em lugares úmidos e com acúmulo de material orgânico, como terrenos com mato alto e lixo. Hoje em dia, até mesmo os condomínios residenciais oferecem mais espaços verdes, arborizados, o que é ótimo, porém, precisamos estar atentos, pois, esses ambientes podem ser convidativos à reprodução do mosquito. O cão é um reservatório da doença e, muitas vezes, demora a apresentar os sintomas, aumentando os riscos de contágio aos seres humanos”, alerta a médica veterinária Cecília Barbosa, coordenadora técnica e especialista em Animais de Companhia da Boehringer Ingelheim Saúde Animal.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Leishmaniose Visceral está presente em 12 países das Américas, sendo que 96% dos casos relatados são do Brasil. “O grande número de ocorrências mostra a importância de prevenir a doença e difundir as práticas para combater o transmissor”, ressalta Cecília Barbosa.
Por isso, nunca é demais frisar: não se pega leishmaniose por contato com cães ou outros animais, mas pela picada do inseto que estiver infectado. É o inseto que transmite a doença de um animal para outro, inclusive para o homem. Proteger o cão é proteger toda a família.
Leishmaniose Visceral Canina (LVC)
Nos cães a doença não manifesta os sintomas em 60% dos casos. Os principais sinais indicativos da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) são perda de peso progressivo, lesões em pele (descamação, perda de pelos, feridas ulcerativas), crescimento exagerados das unhas, aumento dos gânglios linfáticos (linfonodos), entre outros. Porém estes sinais não são conclusivos que o cão tem Leishmaniose, já que os mesmos sintomas podem ser observados em outras doenças.




