Muitas pessoas ainda acreditam que o autismo
representa uma espécie de condenação sem volta e que o diagnóstico significa
uma vida sem oportunidades – e é exatamente esse tipo de desinformação e mito
que alimenta o preconceito. A avaliação é do pediatra e neurologista infantil,
Clay Brites.
Para o especialista, o Dia Mundial da Conscientização sobre o
Autismo, lembrado nesta terça-feira, 02 de abril, ajuda a sociedade a refletir
melhor acerca dos avanços e, principalmente, do que ainda precisa melhorar para
dar suporte amplo e transdisciplinar e esse grupo de pessoas e suas famílias.
A
data é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Muitos casos são severos e passam essa impressão mesmo, mas a
maioria, não. Ainda vemos muitos casos graves, inclusive, porque estamos
assistindo a uma geração passada, em que o diagnóstico foi tardio. Espero que,
com as informações recentes, a nova geração tenha outra evolução, bem mais
satisfatória, e derrube muitos mitos.”
Brites lembrou que o transtorno
atinge 1% das crianças no mundo e leva a prejuízos na percepção e na capacidade
de interação social adequada. Isso faz com que a criança com autismo perca boa
parte da capacidade de interagir socialmente de forma construtiva, coerente,
com reciprocidade, atenção concentrada e compartilhada.




