Diagnósticos de transtornos como TDAH e autismo trazem alívio e autocompreensão, mas também podem aprisionar pacientes em uma identidade de doença (Foto Arquivo)
Nos últimos anos, especialmente após a pandemia, cresceu o número de adultos que receberam diagnósticos de transtornos mentais e neurodivergências, como TDAH, autismo, ansiedade, TEPT e compulsão alimentar.
Para muitos, descobrir “o nome do duende” — expressão usada por especialistas — foi libertador. O diagnóstico trouxe sentido para anos de autocrítica e desconforto, além de facilitar o acesso a tratamento e acolhimento em comunidades de apoio.
Mas, segundo pesquisadores, esse fenômeno tem dois lados. O alívio inicial muitas vezes é seguido de uma sensação de aprisionamento: o rótulo que explica também limita.




