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Autor de “Agosto” e “Feliz Ano Novo”, morre no Rio o escritor Rubem Fonseca

Escritor mineiro morreu esta tarde no Hospital Samaritano, em Botafogo, em decorrência de uma parada cardíaca

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Um dos maiores escritores do Brasil, autor de clássicos como “Feliz ano novo” e “A cólera do cão”, Rubem Fonseca faleceu nesta quarta-feira, 15, vítima de infarto, a poucas semanas de completar 95 anos

Segundo o jornalista Lauro Jardim, do Globo, Fonseca sofreu um infarto hoje, perto da hora do almoço, em seu apartamento, no Leblon. 

“Foi levado imediatamente ao hospital Samaritano, onde morreu”, disse o jornalista. 

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Rubem Fonseca é autor, entre outros, de livros como “Feliz ano novo” (1976), “A cólera do cão” (1963), “O cobrador” (1979). 

Seu último livro de contos inéditos foi lançado há dois anos, “Carne crua”.

Rubem Fonseca foi o grande vencedor, em 2003, do Prêmio Camões, o principal da literatura em língua portuguesa. 

Em seis ocasiões, foi celebrado pelo Prêmio Jabuti. A mais recente, em 2014, com o livro de contos Amálgama

Em 2015, venceu o Prêmio Machado de Assis. O título levou em conta o conjunto da obra (desde 1941) e foi concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

Radicado no Rio de Janeiro, estudou direito e entrou para polícia civil como comissário do distrito de São Cristóvão. 

A experiência profissional , que durou apenas até 1958 (quando passou a se dedicar principalmente à literatura), inspirou obras policiais desse autor tido pela pesquisadora Tânia Pellegrini, como uma das principais referências do romance do gênero no Brasil.

O primeiro livro dele foi publicado em 1963, Os prisioneiros. Desde então, publicou mais 32 obras, entre romances e contos. 

Obras como Agosto (1990) e Bufo & Spallanzani (1986) ficaram ainda conhecidas pela adaptação que tiveram para TV e cinema. 

Para Tânia Pellegrini, no estudo “No fio da navalha: literatura e violência no Brasil de hoje”, a influência de Rubem Fonseca nos autores da nova geração é tamanha a ponto de estabelecer-se uma “matriz fonsequiana”, que consolida o gênero policial no Brasil.    

Cesar Colleti

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