O baixo volume de chuvas e as altas temperaturas registradas em grande parte das lavouras de café do país em janeiro colocaram os produtores e o mercado em alerta. Na fase de granação, que ocorre nos primeiros três meses do ano, as chuvas são determinantes para o peso do fruto e o rendimento das plantações.
“A falta de chuva é um fator de alerta. Mas ainda é cedo para saber se haverá perdas por causa disso na safra 2019/20”, diz Haroldo Bonfá, diretor da Pharos. Nos polos dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia a precipitação média em janeiro atingiu 56 milímetros, 67,8% menor que no mesmo mês de 2018 (174 milímetros), segundo relatório da consultoria.
Conforme a mineira Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do país, em janeiro, até segunda-feira, choveu 74,8 milímetros em Guaxupé, apenas 25% da média para o período, que é 290 milímetros. “É uma redução muito significativa. Até dezembro as chuvas foram boas, mas depois o volume piorou muito”, diz Eder Ribeiro dos Santos, engenheiro agrônomo da Cooxupé.
Nos últimos 29 dias até terça-feira, em 20 não houve chuvas superiores a 2 milímetros em Guaxupé. Santos compara o volume de chuvas de janeiro ao do mesmo mês de 2014. Naquele ano, a cidade ficou 26 dos primeiros 29 dias do mês sem chuvas acima de 2 milímetros. “Era um ano de bienalidade positiva e tivemos uma perda muito grande”.




