Os
pré-candidatos de PSDB e PMDB à Prefeitura de Franca,
respectivamente Sidnei Rocha e Fernando Baldochi, se reuniram
recentemente para conversar de política. No encontro, várias
vertentes surgiram, até a de composição, com Baldochi como vice,
prontamente descartada pelo veterano político.
O
ex-prefeito e o atual vice falaram também da possibilidade de se
enfrentarem na corrida eleitoral e dali surgiu um compromisso de
respeito mútuo durante o processo. Rocha e Baldochi, na teoria, não
teriam porque se atacar. Mas, na prática, entra um terceiro elemento
que poderia turvar as coisas.
Trata-se
do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Do mesmo partido de Rocha e
seu afilhado político, a tendência natural seria apoiar o
“padrinho”. Mas, irritado e se sentindo traído por Rocha – que
exigiu e venceu as prévias tucanas – não subirá com ele ao
palanque.
Assim,
a tendência natural é que Alexandre apoie seu amigo e vice,
Fernando Baldochi, apesar do contrassenso partidário. A estratégia
e clara: fica de lado a conjugação do verbo “fazer” em primeira
pessoa: o “eu fiz” passará a ser “nós fizemos”, em relação
a obras e avanços na gestão de Alexandre.
Se
a estratégia vai se reverter em votos, somente o tempo dirá. Mas
que poderá arrastar uma boa parte do apoio interno do PSDB a Sidnei
Rocha é inegável. Os tucanos continuam favoritos, no campo da
teoria, a ficar no poder. Mas sabe-se que na política a prática nem
sempre obedece as regras da teoria.



