Com saldo de 1.183 postos de
trabalho fechados, Barretos encerrou 2017 com o pior resultado na geração de
empregos nos últimos 15 anos, desde que o Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) passou a ser feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE).
Na
região de Ribeirão Preto, o município foi o que apresentou o menor desempenho,
atrás apenas de Araraquara, que fechou 939 vagas formais de trabalho, e de
Sertãozinho, com saldo negativo de 714 empregos.
O
setor de serviços e a indústria foram os que mais sentiram os efeitos da crise.
Enquanto o primeiro fechou 814 vagas – queda de 554% em relação a 2017 –, o
segundo perdeu 404 postos de trabalho – redução de 580% no comparativo com o
ano anterior. “O que aconteceu em Barretos foi o que aconteceu com a média
nacional, seguiu a tendência da maioria das cidades brasileiras. É um reflexo
da crise mundial e que, especificamente no Brasil, se agravou de 2015 em
diante”, explica o professor de finanças Rodrigo Malavoglia.
Malavoglia explica que o
comércio está intimamente ligado ao setor de serviços. Por isso, quando um vai
mal, o outro tende a acompanhar. E foi justamente isso que ocorreu em Barretos,
apesar do cenário de recuperação do comércio, com apenas uma vaga fechada, contra
92 no ano anterior.




