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Bondade: Governo perdoa atrasos e dá mais 6 meses para duplicação da Portinari

Prazo estourou em fevereiro passado e agora nova data para entrega será agosto. Será?

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Depois de estourar o prazo de entrega das obras de duplicação da Rodovia Cândido Portinari, entre os km 406 e 421, entre Franca e Cristais Paulista, até o trevo para Jeriquara, as empreiteiras dos serviços – Misorelli & Palmiéri e Val Rocha Engenharia foram beneficiadas com uma prorrogação do prazo para conclusão da obra. 

 O prazo de 17 meses venceu dia 25 de fevereiro de 2016 sem que as empreiteiras Misorelli & Palmiéri e Val Rocha Engenharia tivessem condição de entregar, pronta, a duplicação da Rodovia Cândido Portinari entre o km 06, em Franca, e km 421, em Cristais Paulista. 

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Iniciada em setembro do ano passado, a obra de duplicação da Rodovia Cândido Portinari estourou todos os prazos. A duplicação está orçada em R$ 110 milhões e é realizada em dois lotes a cargo das empreiteiras Misoreli, de São Paulo, e Val Rocha, de Franca.

A previsão de que o calendário de obras ultrapassará dois anos, estourando inclusive os 6 meses complementares que acabam de ser dados pelo DER. 

Se houve esta flexibilização por parte do órgão estadual já está confirmado, mas se as empresas foram multadas pelos atrasos não há nenhuma informação.

Mesmo porque, os serviços ficaram parados por mais de 45 dias entre dezembro e fevereiro passado, segundo consta porque o DER deixou de cumprir com suas obrigações contratuais em termos de pagamento.

O atraso de pagamentos das medições da obra não foi confirmado, mas deixa a entender que mais 6 meses para a obra ser concluída é uma “recompensa” à Misoreli e à Val Rocha.  DER e empreiteiras falharam, com seus respectivos atrasos e como sempre acontece, o jeitinho brasileiro levou ao entendimento e o contribuinte que se dane (mais uma vez). 

Orçada em R$ 110 milhões  a duplicação está sendo feita em dois lotes a cargo das empreiteiras Misoreli, de São Paulo, e Val Rocha, de Franca. 

A primeira trabalha no trecho Franca a Cristais  (quilômetro 406 até o 412) e a firma francana atua no pedaço da rodovia que vai de Cristais até o acesso para Jeriquara ( km 413 até o 421).

Trechos

O trevo para Ribeirão Corrente é um dos mais complicados e somente a alguns dias foram afixadas as colunas e a concretagem do piso do pontilhão posterior do novo treco que surgirá. 

Além deste trevo que liga à  rodovia Felippe Calixto que leva a RC, o outro, menos complicado pois exigiu menos terraplenagem, dará acesso à primeira entrada para Cristais Paulista, no sentido para as Águas Quentes. 

Em seis kms a contar do Posto Paineirão haverá vias marginais nos dois sentidos e já foram instaladas duas passarelas – uma próxima ao Posto Paineirão (de acesso ao Bairro Paineiras) e a segunda, na entrada do Recanto Ouro Verde, defronte ao pavilhão de armazéns da Cocapec, perto de Cristais. 

Outro trevo será no campão. O chamado “trevo do meio” de ligação á Cristais Paulista terá apenas acesso à Cristais, sem pontilhão nem retorno para Franca ou no sentido contrário.

Jeriquara

Do km 413 começa o trecho sob a responsabilidade da Val Rocha Engenharia que trabalha na duplicação até o km 421, no acesso à estrada que leva a Jeriquara. Ali estão sendo construídos dois viadutos: um na terceira entrada para Cristais – conhecido como Campão – no sentido Franca – Pedregulho. 

A pista principal passará sob o viaduto que desviou a pista para o lado esquerdo de quem vai de Franca a Pedregulho. Ali se forma o anel viário para a vicinal Irineu Rodrigues Pereira, que leva a Jeriquara e termina a duplicação.

Nesta semana o Governo Alckmin, através da ARTESP, lançou a nova Consulta Pública para o Plano de Concessões Rodoviárias. Depois da “guerra dos pedágios”, Alckmin voltou atrás e agora deu o troco: retirou dos trechos que serão duplicados, não só a Cândido Portinari e a Ronan Rocha, que não terão mais pedágios, mas também não terão novas duplicações. 

De quebra, prá castigar ainda mais, também saiu do novo Plano de Concessões Rodoviárias, a Rodovia Altino Arantes (SP-351) em seu trecho entre Batatais, Altinópolis e Santo Antônio da Alegria, até a divisa com São Sebastião do Paraíso, em Minas. 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região