
Nessa
época de feriados, as pessoas viajam mais e, consequentemente,
gastam mais combustível. Algumas medidas ajudam a diminuir o consumo
e evitar gastos desnecessários. Tudo começa na hora de comprar o
veículo. É preciso verificar a forma que o mesmo será utilizado.
Se
for predominantemente para tráfego urbano, a baixa potência do
motor conta pontos a favor. Nesse caso, um carro 1.0 está de bom
tamanho. Se for mais para a estrada, aí é recomendável optar por
um propulsor mais potente. Isso porque um veículo 1.0 que na estrada
quer alcançar velocidade superior a 100 km/h vai exigir mais
combustível. O mesmo ocorre com motores potentes sujeitos ao
“freia/acelera” das cidades.
Outros
bons hábitos ao volante a/uxiliam na economia do combustível
e um deles é ter cuidado na arrancada. Não é recomendável pisar
fundo no acelerador porque o sistema de injeção eletrônica entende
que o motor precisa de potência máxima e fornece um adicional de
combustível.
Trocar a marcha
na hora certa também ajuda a economizar. Carros de menor potência
exigem trocas mais rápidas. Motores maiores permitem uma esticada.
Para cada marcha há uma faixa de rotação ideal. Estar numa rotação
muito alta, exigindo demais do motor, é gasto extra na certa. Mas o
mesmo acontece no outro extremo, em rotações muito baixas.
Outro mito que
deve ser esquecido é o de que em ponto morto não há consumo de
combustível. Na verdade, o que acontece é nessa condição o risco
aumenta. Ao descer uma rampa, mantenha o carro engrenado e sem
acelerar. Quanto ao ar-condicionado, o sistema impacta no consumo de
combustível porque “rouba” cerca de 8 a 10 cavalos do motor, mas
em altas velocidades, com o ar desligado e as janelas abertas, o
consumo será ainda maior. A abertura das janelas cria uma força de
arrasto, que segura o carro e exige mais força do motor e,
consequentemente, mais combustível.
A manutenção
correta também influencia no consumo. A pressão do pneu precisa ser
verificada uma vez por semana e mantida dentro das recomendações do
fabricante. Pneu murcho causa muito atrito com o solo e pode
representar um aumento de até 50% no consumo. Pressão em excesso
favorece o desgaste dos pneus, que terão de ser trocados em tempo
até três vezes menor do que o normal. Eles devem ser calibrados com
no máximo 30 libras e uma vez ao mês.
Muitos modelos
mais novos indicam o consumo por litro no painel, o que faz com que o
motorista avalie se sua forma de dirigir está sendo a mais adequada.
Essa assistência à condução econômica oferece várias
possibilidades, variando conforme o fabricante.
Controle
eletrônico da injeção, ajuste automático do ar-condicionado,
desenvolvimento de pneus menos resistentes ao rolamento e indicação
da troca de marcha no painel são exemplos de mecanismos colocados à
disposição do condutor. São pequenas medidas que, no final de
viagens longas ou de jornadas exaustivas na cidade representarão
grandes economias.



