A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Organização
Mundial de Saúde investigam uma possível associação entre o uso do
antirretroviral dolutegravir (medicamento usado para o controle do HIV) na
gravidez e um defeito no tubo neural em fetos. O tubo neural é a estrutura que
dará origem à medula espinhal e ao cérebro. A associação foi identificada em um
estudo independente feito em Botswuana, na África.
Normalmente, a má-formação nessa estrutura ocorre em 0,1% dos nascidos
vivos; o que o estudo identificou foi um aumento para 0,9% da prevalência da
anomalia. As entidades enfatizam, contudo, que até esse momento a relação é
apenas uma observação — sem nenhuma relação de causa e efeito.
O que o estudo está tentando identificar nesse momento é o porquê do
aumento nas anomalias ter sido identificado.
A primeira suspeita recai sobre o medicamento pelo fato do crescimento
ter sido identificado entre mulheres que utilizavam o antirretroviral. Outras
causas precisam ser investigadas e não há uma explicação fisiológica nesse
momento que relacione os fatos, explica a OMS.




