Os brasileiros não têm a mesma latinidade que existe em outros países vizinhos, isso é um fato, agora também comprovado por pesquisa de opinião pública. Não só em termos futebolísticos mesmo, mas também na economia, o Brasil através de alguns dos seus melhores times, pretende conquistar a Libertadores em 2016 e também ser conquistado pela cultura dos outros povos latino-americanos: o futebol em todo lugar do mundo vem tendo menos conteúdo esportivo ou ecológico e sendo mais um veículo de negócios, o futebol business é uma realidade, agora, devido a uma série de circunstâncias econômicas do momento, ele passa a ser também um fator político e cultural novo de aproximação entre todos os que habitam a América Latina e sofrem crises iguais ou semelhantes na economia, no meio ambiente, na vida”. Este conteúdo extrafutebol é o destaque aqui do nosso blog hoje, mostrando também os dados de uma pesquisa feita pela USP e que é manchete na BBC. Um levantamento inédito de opinião pública feito agora na Universidade de São Paulo confirmou o que a história e o senso comum já sugeriam: o brasileiro despreza a América Latina, mas ao mesmo tempo se vê como líder maior da região. Só que no momento, o Brasil precisa do mercado latino-americano e a tendência, em função também desta necessidade ou interesse econômico, é esta situação mudar a partir de agora. O Brasil conquistará a América Latina e será conquistado por ela?…Esta questão só será resolvida ao longo dos próximos anos mas agora a Libertadores é o canal para a sua definição. De cara, uma realidade, os times brasileiros são considerados rivais a serem batidos, nosso país parece ser pouco latino-americano também na opinião de outros povos da América Latina.

Mais do que só o sentido esportivo ou ecológico no maior torneio da bola na América do Sul
Pesquisa da USP mostra Brasil pouco Latino

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A brasilidade precisa se ampliar para um sentimento de latinidade nestes tempos de agora… |
Apenas 4% dos brasileiros se definem como latino-americanos, ante uma média de 43% em outros seis países latinos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru).
E mais: quem mora no Brasil avalia que o país seria o melhor representante da América Latina no Conselho de Segurança da ONU, mas não quer livre trânsito de latinos por suas fronteiras nem priorizar a região na política externa. Os resultados estão na edição 2014/2015 do projeto The Americas and the World: Public Opinion and Foreign Policy (As Américas e o Mundo: Opinião Pública e Política Externa), coordenado pelo Centro de Investigação e Docência em Economia (Cide) do México, em colaboração com universidades da região. No Brasil, o responsável pela iniciativa é o Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo), que aplicou 1.881 questionários no país. Em uma das questões, os entrevistados deveriam apontar os gentílicos e expressões com os quais mais se identificavam. A principal resposta foi “brasileiro” (79%), seguida por “cidadão do mundo” (13%), “latino-americano” (4%) e “sul-americano” (1%). O Brasil foi o único entre os sete países da pesquisa em que o adjetivo pátrio ficou entre as três principais opções dos entrevistados. Argentinos, chilenos, colombianos, equatorianos e peruanos indicaram “latino-americano”, “sul-americano” e “cidadão do mundo”. E a segunda e terceira opção dos mexicanos depois de “latino-americano” foram, respectivamente, “cidadão do mundo” e “norte-americano”. O estudo também fez a seguinte questão aos participantes: em qual região do mundo seu país deve prestar mais atenção?
Na mesma linha do item sobre identidade, o Brasil foi o único na pesquisa a não priorizar a América Latina. Na opinião dos entrevistados, o foco da política externa deve ser a África (24%), depois América Latina (16%), seguida de perto por Europa (13%) e América do Norte (9,5%).
Nos outros países a opção pela América Latina predominou, com percentuais de 57% (Argentina) a 30% (Chile e Peru). Estes números podem sofrer mudança agora na disputa do torneio continental de futebol, a 57ª Copa Libertadores da América? A pesquisa que você conferiu dá um sinal do desafio que será para o nosso país, através do esporte, mudar e se tornar um Brasil Latino. A edição de número 57 da Libertadores, o torneio mais antigo do continente, realizado desde 1960, será disputada a partir de janeiro durante o primeiro semestre de 2016. Os clubes de 15 países estão agrupados em 8 chaves que foram definidas em sorteio dirigido pela Conmebol, confederação de futebol da América do Sul, que sempre tem equipes também da América do Norte e/ou Central que são convidadas para o torneio: devido a circunstâncias enfocadas hoje por aqui, a Libertadores não será somente um torneio ou só a guerra entre equipes rivais como tem sido sempre, mas agora também, uma oportunidade de mercado e até de mudança da realidade cultural e étnica do continente. Será que este resultado será alcançado? Ele é tão difícil de ser pré-determinado como indicar desde já qual será o time campeão da Copa Libertadores da América 2016.

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O futebol business e outros interesses estão por trás do maior torneio esportivo da América Latina |
Grupo 1
River Plate (ARG)
The Strongest (BOL)
Trujillanos (VEN)
Vencedor de Cessar Vallejo (PER) x São Paulo (BRA)
Grupo 2
Nacional (URU)
Palmeiras (BRA)
Rosario Central (ARG)
Vencedor de River Plate (ARG) x Universidad de Chile (CHI)
Grupo 3
Boca Juniors (ARG)
Bolívar (BOL)
Deportivo Cali (COL)
Vencedor de Puebla (MEX) x Racing (ARG)
Grupo 4
Peñarol (URU)
Atlético Nacional (COL)
Sporting Cristal (PER)
Vencedor de Huracán (ARG) x Caracas (VEN)
Grupo 5
Atlético Mineiro (BRA)
Colo Colo (CHI)
Melgar (PER)
Vencedor de Independiente doel Vale (EQU) x Guaraní (PAR)
Grupo 6
San Lorenzo (ARG)
Grêmio (BRA)
Liga de Quito (EQU)
Toluca (MEX)
Grupo 7
Olimpia (PAR)
Emelec (EQU)
Deportivo Táchira (VEN)
Pumas Unam (MEX).
Grupo 8
Corinthians (BRA)
Cerro Porteño (PAR)
Cobresal (CHI)
Vencedor de Oriente Petrolero (BOL) x Independiente de Santa Fé (COL)

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Nos caldeirões da América do Sul muito mais do que só futebol em jogo |
Amanhã, aqui neste novo webespaço Jornal da Franca mais um Flash de Ecologia, mais um microblog na aventura da vida daqui da cidade, da região, do país, do planeta, um post a cada dia, onde quer que você esteja, paz aí, Padinha.



