Florianópolis, 18 de
outubro de 1991. O Papa João Paulo II cumpria uma maratona no país — em dez
dias, visitou dez capitais. Na capital catarinense, aproveitou a celebração da
beatificação de Madre Paulina para encaixar uma opinião pessoal: “O Brasil precisa
de santos, de muitos santos!”.
Foi a senha para o
início de uma força-tarefa que está inserindo cada vez mais compatriotas na
fila pelo título mais prestigiado da Igreja Católica. Por enquanto, poucos
conquistaram a canonização.
Até o ano passado, o único brasileiro a ser declarado santo, com
decreto assinado em 2007 pelo Papa Bento XVI, havia sido o Frei Galvão. O jejum
acabou quando Francisco deu a mesma honraria a 30 mártires do Rio Grande do
Norte.
Também são considerados santos nacionais a Madre Paulina, nascida
na Itália, e o espanhol São José de Anchieta, mas o país corre atrás de mais
reconhecimentos. Por isso, hoje estima-se que cerca de 90 comissões
postuladoras da causa dos santos estejam montando processos de quase cem
candidatos à canonização.




