Só neste ano, 1.115
casos de sarampo foram confirmados em 11 países das
Américas, inclusive no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.
A Venezuela lidera
com 904 casos, o Brasil está em segundo com 104 infectados e os Estados Unidos
em terceiro, com 63 confirmações. Ainda há registros na Colômbia (21),
Canadá (9), México (4), Argentina (3), Equador (3), Peru (2), Guatemala (1) e
Antigua e Barbuda (1).
Diante do registro que é superior ao número de casos
do ano de 2017, quando apenas quatro países da região notificaram 895 casos, a
OMS recomenda uma intensificação de imunizações e vigilância.
No Brasil, o surto de sarampo atinge os estados de Roraima, com
81 casos, e do Amazonas, que confirmou 22 infectados. Os dois estados fazem
fronteira com a Venezuela, que lidera na quantidade de casos confirmados pela
OMS.
Na última quinta-feira, 10 de maio, o Ministério da
Saúde, informou duas mortes em decorrência do sarampo e 103 infectados (1 a
menos que o número divulgado pela OMS).
A pasta também
comunicou que, em coordenação com os governos estaduais e municipais, está
conduzindo atividades de vacinação, vigilância epidemiológica, fortalecimento
da rede de laboratórios, comunicação de risco e capacitação de profissionais em
manejo de casos de sarampo.
Sintomas de sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa
grave e altamente contagiosa. Entre os sintomas estão:
– Febre alta, acima de 38,5°C;
– Tosse;
– Coriza;
– Conjuntivite;
– Manchas vermelhas pelo corpo;
– Vermelhidão dos olhos;
– Pontinhos brancos que aparecem na mucosa bucal.
Ao notar os sintomas, é importante
consultar um clínico geral ou pediatra, no caso das crianças, para confirmar o
diagnóstico, que pode ser feito apenas com avaliação clínica ou através de
exames laboratoriais.
O vírus do sarampo é facilmente
transmitido por tosse ou espirros, por isso, é aconselhado usar uma máscara ou
pano limpo para cobrir a boca.
A vacinação contra o
sarampo é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é de
uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda dose da
vacina tetra viral aos 15 meses de idade. Adultos não-imunes também devem
se vacinar, com exceção de gestantes, transplantados e portadores de aids.



