Brasil acolhe até com carinho mas ainda não existe um esquema de integração dos refugiados em nosso país: nosso coração está aberto aos imigrantes estrangeiros mas também neste caso a burocracia e falta de gestão causam sofrimentos, confira a seguir sob este enfoque este drama humanitário que já chegou por aqui, até em nossa região.
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Casos de refugio no Brasil aumentaram mais de mil por cento nos últimos meses |
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| Tinawi e sua família estão entre quase 3 mil refugiados sírios atualmente em São Paulo |
Em setembro do ano passado Uol reproduziu reportagem de Karina Gomes, do site alemão DW, questionando a situação de cerca de 10 mil refugiados que vivem atualmente no Brasil. Sírios são maioria entre migrantes de 80 nacionalidades que conseguem asilo em nosso país, mas contam com pouca ajuda dos governos municipais, estaduais e federal para encontrar moradia, emprego e se integrarem à população, por exemplo, aprendendo o idioma português ou tendo a chance de participar da vida das comunidades onde passam a viver. Para o sírio Talal al-Tinawi, é difícil responder à pergunta “você está feliz no Brasil?”, mas também não há outra opção. “Eu quero continuar a minha vida e estou aqui com minha mulher e meus filhos em busca desta oportunidade”. Ele foi um dos refugiados entrevistados, é um engenheiro mecânico, decidiu deixar a Síria depois de ficar três meses e meio preso, confundido com um procurado das forças de segurança do ditador Bashar al-Assad. Ele e a família viveram por dez meses em condições precárias na Jordânia, assim como milhares de sírios forçados a deixar o país em meio à guerra civil. A notícia de que o Brasil tinha acabado de aprovar uma normativa para facilitar a concessão de asilo a sírios motivou a ida ao país, o que se deu ainda em dezembro de 2013. “Agora está melhor, mas quando eu cheguei aqui e tive que começar tudo de novo. Foi muito difícil. Não conhecia nada, nem ninguém”. Tinawi, a mulher e dois filhos estão entre os quase 3 mil refugiados sírios que vivem atualmente em São Paulo, onde o casal teve outra criança, uma menina, ela que hoje tem um ano e meio e que nasceu em São Paulo é a “brasileirinha” da família. Os sírios são maioria entre os 8,4 mil asilantes de mais de 80 nacionalidades reconhecidos no país, de acordo com o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão do governo responsável pela análise dos pedidos de refúgio. Apesar de ter uma legislação moderna e ser signatário dos principais tratados internacionais sobre refúgio, o Brasil falha na integração dos estrangeiros que fogem de guerras e de perseguições por causa da etnia, religião ou grupo social. “Após o reconhecimento do refúgio, pouco é oferecido para que os imigrantes consigam subsistir”, explica Manuel Furriela, presidente da Comissão da OAB-SP para os Direitos dos Refugiados. “Eles têm grandes desafios para conseguir uma colocação profissional, moradia, mesmo que provisória, e de ter acesso aos serviços públicos”. No Brasil, os requerentes de asilo são submetidos a entrevistas para provar que foram vítimas diretas de conflitos e perseguições. Enquanto aguardam a resposta, os estrangeiros costumam receber uma documentação provisória. O governo brasileiro é parceiro do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e tem posição de liderança na América Latina em termos de acolhida de requerentes de asilo. Desde 2010 o número de reconhecimentos de refúgio aumentou 1.240%. “A situação hoje já melhorou, mas o processo ainda é lento. Alguns solicitantes chegam a esperar mais de um ano pelo visto permanente”, afirma Marcelo Haydu, diretor-executivo da ONG Adus – que é o Instituto de Reintegração do Refugiado. Perto do final de 2015, o governo registrou 12.668 pedidos de refúgio, que ainda aguardam avaliação. O Conare está abarrotado de pedidos. O volume brasileiro é pequeno em relação aos grandes fluxos internacionais, mas a demanda tem duplicado a cada ano. E o órgão não estava estruturado para atender ao crescente número de imigrantes. O coração do Brasil está aberto ao refugiados, mas a burocracia e a falta de umas gestão sustentável neste setor atrapalham, causando sofrimento os que fogem da guerra em busca de um país que para eles parece ser de paz.
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| Muitos dos refugiados têm dificuldades de sobrevivência e sofrimento no Brasil |
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| Poucos são os que conseguem logo um visto para se integrarem ao país |
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| A maioria recebe tipo Bolsa Família mas a integração é demorada e difícil |
Amanhã, aqui, mais informações para você, esteja onde você estiver, paz, Padinha!








