quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 16°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Butantan aguarda aval da Anvisa para imunização de adolescentes com CoronaVac

Até o presente momento, apenas a vacina da Pfizer foi autorizada pela Anvisa para ser administrada em menores de idade.

Compartilhar
O Instituto Butantan, porém, tenta tornar a CoronaVac uma opção viável para acelerar o fim da pandemia.

 

O Programa Nacional de Imunização ainda não anunciou datas para a vacinação de crianças e adolescentes contra a Covid-19 no Brasil, mas estados e municípios já planejam imunizar esse grupo no próximo mês.

Até o momento, apenas a vacina da Pfizer foi autorizada pela Anvisa para ser administrada em menores de idade.

O Instituto Butantan, porém, tenta tornar a CoronaVac uma opção viável para acelerar o fim da pandemia.

Continua depois da publicidade

A CoronaVac já teve seu uso aprovado em crianças e adolescentes na faixa de 3 a 17 anos na China e na Indonésia.

Emergencial

No Brasil, a vacina de insumo chinesa, produzida em parceria com o Instituto Butantan, só obteve consentimento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial em adultos.

Existe, porém, uma grande preocupação com o andamento da vacinação no Brasil. O Programa Nacional de Imunização (PNI) caminha a passos lentos por aqui, visto que o país ainda não terminou de vacinar com ao menos uma dose os adultos que têm mais de 18 anos.

Atualmente, das quatro vacinas disponíveis no Brasil, apenas a da Pfizer está autorizada pela Anvisa para ser utilizada em crianças e adolescentes.

Acontece que essas vacinas pertencem ao Ministério da Saúde e ainda não há uma perspectiva de iniciar a vacinação nessa faixa etária pelo PNI.

Acelerar

O Instituto Butantan e os governos locais tentam mobilizar uma aceleração desse processo de imunização para o mês de agosto.

Estados como São Paulo possuem quantidades próprias de imunizantes, portanto só dependem da aprovação da Anvisa para iniciar a vacinação.

Para isso, executivos da CoronaVac buscam alternativas com a documentação de crianças e adolescentes.

Uma notícia publicada no portal Olhar Digital, diz que o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), criticam a pressão de “cunho político” dos estados e municípios brasileiros.

Adolescentes

Eles consideram precipitado anunciar a vacinação de adolescentes quando o Brasil sequer encerrou a vacinação de adultos e o PNI ainda não definiu sobre a inclusão de menores de idade.

De acordo com a Anvisa, o Butantan ainda não solicitou a ampliação do uso emergencial da CoronaVac para as crianças e adolescentes.

Dessa forma, não há como indicar o tempo necessário para a aprovação (ou não) da vacina para uma nova faixa etária.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, por sua vez, afirma que já enviou à agência os dados preliminares da CoronaVac na China, testada em menores de 18 anos.

Resta aguardar a inclusão de novas informações para formalizar o pedido de utilizar a vacina em crianças e adolescentes brasileiros.