Sabia que desde junho deste ano o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) assumiu a fiscalização dos produtores e comerciantes de cachaça em Minas Gerais? A ação, que até então era de responsabilidade direta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é uma forma de padronizar os processos de produção da bebida, além de estimular a regularização dos estabelecimentos que produzem e vendem a cachaça de forma clandestina, informa o IMA, citado pela Agência Minas.
O estado é referência na produção de cachaça de alambique no Brasil, respondendo por 60% do mercado nacional da bebida, segundo dados do Ministério da Agricultura. Apesar disso, dos cerca de oito mil produtores de cachaça existentes em Minas, apenas 10% são regularizados junto ao órgão federal.
“Essa é mais uma iniciativa do governo de Minas Gerais em prol da segurança alimentar. Agora, o produtor de cachaça terá o IMA como seu aliado, pois poderá contar com o apoio da autarquia, que possui mais unidades descentralizadas que o Mapa, para agregar valor ao seu produto e torná-lo mais competitivo no mercado”, afirma Lucas Guimarães, gerente de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do IMA, em entrevista à Agência Minas.
Quem está em situação irregular ficará sujeito a penalidades. “Quando for identificada a falta de registro será lavrado auto de infração, que dará início a um processo administrativo. O estabelecimento será interditado e o produto apreendido, podendo ser destinado à inutilização. Também há multa, cujo valor inicial é de R$ 2 mil”, afirma o gerente do IMA.




