
Armários e eletrodomésticos ultracoloridos dominaram as cozinhas nos anos 80. Naquela época, era comum ter uma cozinha inteira vermelha, azul ou, quem sabe, amarela. Nos anos seguintes, no entanto, a funcionalidade e a neutralidade do ambiente ficaram mais evidentes, deixando esses espaços monocromáticos e até frios. “O que aconteceu foi que a função de construir as casas estava delegada ao mercado mobiliário. Desta forma, as cozinhas acabaram sendo transformadas em um em espaço comercial, baseado em um gosto comum dos possíveis compradores. Por essa razão, elas passaram a ser brancas e pretas, cores que combinam com quase tudo”, diz a arquiteta Flávia Damasceno Soares.

Mas na arquitetura, assim como na moda, as tendências também são cíclicas e, pouco a pouco, as cozinhas vêm se colorindo outra vez. A nova roupagem dessa tendência vem em um momento em que as cozinhas estão deixando de ser o “templo sagrado”, onde só as donas de casa entram, para se tornarem um espaço agregador e apto para receber, não apenas a família, mas os amigos. “Cada vez mais em voga, o conceito cozinha social torna esse espaço ainda mais aberto, integrado à área de estar, um ambiente extrovertido, ideal para compartilhar com a família e amigos. Essas características põem o anfitrião no centro do palco, onde pratos são cuidadosamente preparados sob os olhares atentos dos convidados, como em uma cena teatral”, salienta Flávia.




