Os conselheiros diretores do Conselho Nacional do Café
(CNC), entidade que representa as principais cooperativas produtoras do Brasil,
reuniram-se, no começo do mês de março, em Ribeirão Preto. Um dos principais
assuntos do encontro foi a crescente elevação dos custos de produção no País,
apesar da eficiência do cafeicultor na elevação de sua produtividade, colhendo
mais em área menor.
As lideranças cooperativas do setor apresentaram
suas preocupações e debateram possíveis cenários que gerem soluções para
mitigar os gastos para cultivar café e chegaram ao entendimento de que
investimentos em tecnologia são fundamentais, envolvendo genética e sistemas de
monitoramento das áreas produtivas.
Também foi alertado que o uso da tecnologia requer
educação, por isso é importante o aumento do investimento realizado pelas
cooperativas em capacitação de produtores, haja vista que a velocidade de
disponibilização de novas tecnologias é alta. “É fundamental saber quem
vai usar a tecnologia, garantindo que seja aplicada corretamente, pois a sua má
aplicação causa o efeito reverso de elevar o custo e reduzir a
sustentabilidade”, comenta o presidente executivo do CNC, deputado Silas
Brasileiro.
Outro aspecto apresentado durante a reunião foi que
o dilema do médio produtor permanece: “ser grande demais para dar conta do
serviço com o trabalho familiar e pequeno demais para arcar com investimentos
expressivos em tecnologias”, revela o presidente.




