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Cai a expectativa de vida: brasileiro está vivendo menos, segundo estudo integrado

Para os nascidos em 2021, o cálculo já indica uma redução de 1,78 anos na expectativa de vida em relação a 2019.

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O estudo foi baseado nos dados do ano passado, mas com o recrudescimento da pandemia, em 2021 o índice será ainda pior.

Com a perda dos idosos pela covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer diminuiu em, pelo menos, dois anos, segundo aponta um estudo da UFMG em colaboração com as universidades norte-americanas de Harvard, do Sul da Califórnia e de Princeton, publicado na plataforma MedRxiv.

O estudo foi baseado nos dados do ano passado, mas com o recrudescimento da pandemia, em 2021 o índice será ainda pior.

Segundo o levantamento, pessoas nascidas no ano passado viverão, em média, 1,94 ano a menos do que se esperaria, de volta aos patamares de 2013.

Diferença

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Essa é a primeira queda desde a década de 1940. De acordo com o IBGE, uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em média, até os 76,6 anos de idade. Para os homens eram 73,1 anos de idade e para as mulheres 80,1 anos de idade.

O estudo indica que, na faixa etária dos 65 anos de idade, a redução da expectativa de vida no ano passado foi de 1,58 ano, o que coloca o Brasil de volta aos níveis de 2009.

Para os nascidos em 2021, o cálculo já indica uma redução de 1,78 anos na expectativa de vida em relação a 2019. Essa flutuação tende a ser temporária e é possível que o nível seja recuperado no próximo ano.

Quem analisa os números diz que se a vacinação em 2021 avançar para patamares que permitam a redução da mortalidade de forma significativa, certamente a expectativa deve voltar aos níveis de 2019 ou para o que estava projetado para 2022.

Mortalidade

No médio prazo, depende de quais as marcas diretas e indiretas que a doença vai deixar nas pessoas, como de outras doenças que deixaram de ser acompanhadas nesse período.

É preciso analisar também a seletividade da mortalidade, já que no excesso de óbito está contida a perda da população que inicialmente já poderia ser mais suscetível à morte.

Isso pode ter um efeito no médio prazo. Os ganhos anuais vão voltar, mas num ritmo menor. No longo prazo, os efeitos seculares predominam.

O Brasil vai ter um ritmo de aumento na expectativa de vida quanto mais profundas forem as mudanças estruturais que já estão acontecendo, como o aumento da escolaridade e a melhoria da saúde preventiva.

(Com informações da Agência Brasil)