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​Calçadistas apostam no aumento das exportações com valorização do dólar

Presidente da Abicalçados, Heitor Klein diz que negócios no setor têm “prazo médio de maturação”

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Heitor Klein (à direita), Presidente da Abicalçados, com José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca (Foto Abicalçados)

Com a forte valorização do dólar frente ao real, a indústria brasileira de calçados aposta na retomada das vendas externas. É que a desvalorização da moeda brasileira faz o preço do produto nacional ficar mais baixo em dólares e, portanto, mais barato no mercado internacional.

“Vai trazer um impacto significativo”, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, sobre a influência do câmbio nas exportações.

Esse impacto, porém, ainda não começou a ser sentido. Segundo Klein, dados preliminares do fechamento de 2015 mostram que as receitas dos embarques recuaram cerca de 10% ao longo do ano passado. Isso porque, de acordo com ele, os dados refletem contratos fechados ainda com o real mais valorizado.

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O executivo destacou que os negócios no setor têm “prazo médio de maturação”, então a mudança cambial deverá ter efeitos mais visíveis nos próximos meses. Com a moeda norte-americana cotada em cerca de R$ 4,00, de acordo com Klein, os sapatos brasileiros têm condições de retomar a competitividade perdida no mercado internacional.

Ele acredita que é possível voltar ao patamar “histórico” de US$ 2 bilhões em exportações anuais no prazo de três a quatro anos, se forem mantidas as condições de câmbio e custos, e se os produtos nacionais tiverem boa receptividade lá fora. As vendas externas rendem hoje cerca de metade deste valor.

Os principais mercados para o calçado brasileiro, de acordo com Klein, são os Estados Unidos, países da América do Sul – especialmente Argentina -, Europa e Oriente Médio. 

Ele ressaltou que há varias ações de promoção comercial programadas para este ano, como a participação de companhias brasileiras em feiras nos EUA, Itália, Alemanha e Colômbia. 

No caso do Oriente Médio, o executivo afirmou que são constantes as visitas de representantes das empresas aos clientes da região.

Cesar Colleti

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