sexta-feira, 19 jun 2026 ⛅ Franca/SP 14°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Calçadistas exportam US$ 80 milhões em março e receitas seguem subindo

Calçadistas exportaram 10,56 milhões de pares que geraram US$ 79,77 milhões

Compartilhar

​Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), apontam que, em março, os calçadistas exportaram 10,56 milhões de pares que geraram US$ 79,77 milhões, 12,5% menos do que no mesmo mês de 2015 (US$ 91,14 milhões). 

Em pares, porém, a queda foi menor, de 2,3% frente aos 10,8 milhões de pares exportados em março de 2015. 

Com a performance, os calçadistas chegam ao trimestre acumulando o embarque de 31,84 milhões de pares por US$ 226,75 milhões, queda de 6,1% ante mesmo período do ano passado (US$ 241,56 milhões). 

Já no registro por volume houve estabilidade, com leve incremento de 0,5% ante igual ínterim de 2015.

Continua depois da publicidade

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, ressalta que, mesmo caindo no comparativo com igual período do ano passado, a receita gerada vem registrando aumentos mês a mês. 

Em janeiro a receita foi de US$ 69,33 milhões e em fevereiro de US$ 77,65 milhões. “Existe uma recuperação gradual, mas ainda está muito aquém do esperado para o período”, comenta, no entanto, sem refutar a perspectiva positiva para o restante do ano. 

Para o executivo, a oscilação cambial e a instabilidade política e econômica pela qual passa o País vêm gerando insegurança no mercado internacional. 

“Em poucos meses passamos de uma cotação de mais de R$ 4 para R$ 3,50 por dólar. A insegurança gerada é muito grande. Os importadores esperam o melhor momento para fechar negócios, o que acaba atrasando ou até inviabilizando embarques”, aponta. 

Por outro lado, o fato de haver uma estabilidade no volume é visto como positivo pelo executivo. 

“Não perdemos mercado e o dólar mais elevado, apesar de instável, vem possibilitando uma formação de preço mais competitivo”, explica Klein.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região