O setor calçadista está preocupado com medida provisória editada pelo governo federal que, na prática, pode aumentar os gastos da indústria com os encargos da folha de pagamento.
As discussões avançam no Congresso e a categoria tem pressa para tentar reverter os efeitos da medida: a mudança na tributação começa a vigorar a partir de 1º de julho.
Desde 2011, os calçados são beneficiados por uma substituição que diminui o valor pago sobre a folha. Em vez de contribuir com 20% sobre o total gasto com os funcionários, a indústria recolhe 1,5% sobre o faturamento bruto – o que, em geral, compensa para o setor produtivo. Se a medida provisória prosperar, no entanto, o segmento voltará a ser tributado da forma antiga.
O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú (Sindicalçados), Caetano Bianco Neto, está receoso. Ele participou de audiência pública na comissão mista do Congresso Nacional que analisa uma emenda à matéria, no início do mês. A ideia é preservar os calçados e outros setores.




