Enquanto a maioria dos setores da economia ainda comemora os primeiros sinais de melhora do mercado brasileiro, o setor calçadista de Santa Catarina espera fechar 2016 com crescimentos superiores a dois dígitos e projeta um 2017 ainda melhor, com vendas em alta e expansão para novos mercados, inclusive no exterior.
O SC Trade Show (23ª Rodada de Negócios da Indústria Calçadista) terminou ontem, em Balneário Camboriú, e mostrou mais uma vez que São João Batista e Santa Catarina estão na vanguarda do setor, ditando a moda, inovando e disputando espaço em pé de igualdade com os demais polos nacionais.
“A palavra crise nós abolimos. Não é permitido usá-la aqui”, brincou o empresário Gregor Mazera, da fabricante Show Rio. Segundo ele, o fato de o polo calçadista ter qualificado o seu produto, nos últimos anos, contribuiu em muito para a manutenção do ritmo do setor, mesmo durante os meses de crise.
Somente o setor calçadista já contratou mais de 1 mil pessoas, este ano, em São João Batista. Um reflexo também da retomada das pequenas empresas, que são parte importante do polo. “A receita é sempre estar um passo à frente.
Fazer o que as grandes fazem, apostar nas tendências da moda”, diz o empresário Jandir Hames, da Ana Julia Calçados. Ele confirma que a crise não passou pela Capital Catarinense do Calçado e que 2017 promete ser ainda melhor que 2016.
O crescimento do setor deve superar a marca de 12%, até 15%, em 2016, como é o caso da fabricante Suzana Santos.
Segundo o empresário Cassio Picolli, as expectativas são as melhores possíveis para 2017. “Em São João Batista a inovação está no DNA dos empresários. Estamos sempre buscando novidades e alternativas”, argumenta.
No caso da Divalentini, esse investimento está abrindo portas no exterior, para exportações para países como a China.
O empresário lembra que, com a evolução das leis trabalhistas na China, desde sua aproximação com o ocidente, o País mais populoso do mundo já não oferece uma concorrência tão desleal.
Os calçados de São João Batista também estão mais presentes no Sul e no Sudeste do Brasil, onde começaram a ser vendidos, antes de conquistarem o Norte e o Nordeste do País.



