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Calçado catarinense supera crise e indústria volta a crescer e a contratar

Mais de 1 mil pessoas já foram empregadas em São João Batista, principal polo produtor do Estado

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Investimento em tecnologia de produção e em designe fez crise passar longe de São João Batista - Marcos Horostecki

Enquanto a maioria dos setores da economia ainda comemora os primeiros sinais de melhora do mercado brasileiro, o setor calçadista de Santa Catarina espera fechar 2016 com crescimentos superiores a dois dígitos e projeta um 2017 ainda melhor, com vendas em alta e expansão para novos mercados, inclusive no exterior. 

O SC Trade Show (23ª Rodada de Negócios da Indústria Calçadista) terminou ontem, em Balneário Camboriú, e mostrou mais uma vez que São João Batista e Santa Catarina estão na vanguarda do setor, ditando a moda, inovando e disputando espaço em pé de igualdade com os demais polos nacionais.

“A palavra crise nós abolimos. Não é permitido usá-la aqui”, brincou o empresário Gregor Mazera, da fabricante Show Rio. Segundo ele, o fato de o polo calçadista ter qualificado o seu produto, nos últimos anos, contribuiu em muito para a manutenção do ritmo do setor, mesmo durante os meses de crise.

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Somente o setor calçadista já contratou mais de 1 mil pessoas, este ano, em São João Batista. Um reflexo também da retomada das pequenas empresas, que são parte importante do polo. “A receita é sempre estar um passo à frente.

Fazer o que as grandes fazem, apostar nas tendências da moda”, diz o empresário Jandir Hames, da Ana Julia Calçados. Ele confirma que a crise não passou pela Capital Catarinense do Calçado e que 2017 promete ser ainda melhor que 2016. 

O crescimento do setor deve superar a marca de 12%, até 15%, em 2016, como é o caso da fabricante Suzana Santos.

Segundo o empresário Cassio Picolli, as expectativas são as melhores possíveis para 2017. “Em São João Batista a inovação está no DNA dos empresários. Estamos sempre buscando novidades e alternativas”, argumenta.

“Nós não perdemos mais em tecnologia para nenhum outro polo calçadista”, arremata o empresário José Filho, da Divalentini Calçados. De acordo com ele, em alguns casos, o polo está até à frente dos demais, especialmente quando se fala em moda e inovação. 

No caso da Divalentini, esse investimento está abrindo portas no exterior, para exportações para países como a China. 

O empresário lembra que, com a evolução das leis trabalhistas na China, desde sua aproximação com o ocidente, o País mais populoso do mundo já não oferece uma concorrência tão desleal. 

Os calçados de São João Batista também estão mais presentes no Sul e no Sudeste do Brasil, onde começaram a ser vendidos, antes de conquistarem o Norte e o Nordeste do País.

Cesar Colleti

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