quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 15°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

​Calçados: aumento de 3,5% na produção deve gerar mais emprego na cidade em 2016

Expectativa é que em 2016 setor calçadista cresça entre 3% a 4%: exportação vai para150 países

Compartilhar

Projeções de crescimento podem melhorar oferta de emprego na indústria (Foto Arquivo JF)

Dados recentes do Iemi Inteligência de Mercado mostram que a indústria calçadista brasileira deve aumentar sua produção em 3,5% este ano, enquanto o consumo aparente crescerá 2,1%. 

Dados como a evolução do consumo aparente e da participação dos importados no suprimento do mercado interno também mostram que o volume fabricado, em 2016, deve chegar a 885 milhões de pares, ante 855 milhões de 2015. Já o consumo previsto para o mercado interno é de 780 milhões de pares, enquanto as exportações devem totalizar 133 milhões de pares, com alta de 7,0%.

De acordo com Jeferson Santos, diretor geral da Couromoda, as exportações de calçados começaram a crescer no final do ano, em novembro e a tendência é crescer este ano.

Continua depois da publicidade

– Nossa expectativa é que em 2016 o setor calçadista cresça entre 3% a 4%. 

Segundo Omar Daifallah, gerente geral do grupo Oxygen, localizado no Kuwait, e antigo parceiro de diversos produtores locais, o Brasil tem se tornado competitivamente mais interessante frente aos grandes players internacionais do segmento.

– No passado cheguei a importar 100 mil pares de sapatos por ano de fabricantes brasileiros, mas com a valorização do real na época, havia deixado este mercado em stand by – comenta o importador: “hoje, o país oferece preços mais competitivos devido ao cambio, mas com produtos que apresentam qualidade superior aos seus concorrentes diretos.”

Os produtores especializados no segmento infantil também comemoram os números positivos. Segundo Ricardo Brito, CEO da Pimpolho, que exporta para mais de 40 países e está presente no mercado internacional há mais de 17 anos, comemora o crescimento de 20% em 2015, com relação ao ano anterior. Entre os países mais rentáveis para o negócio estão Bolívia, Equador e o mercado Africano.

Para o mercado interno, a feira também criou uma plataforma inédita. O “Matchmaking”, conta com uma agenda diária para expositores e lojistas nacionais e importadores e incentiva rodadas de negócios presenciais entre esses públicos, firmadas de acordo com os interesses geográficos e de mix de produtos. Espera-se até o final da feira cerca de 8 mil l agendamentos

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) o Brasil é o terceiro maior produtor de calçados do mundo. Apesar da queda em comparação a 2014, por questão do momento econômico, o Brasil segue exportando para cerca de 150 países, e tem como principal mercado exportador os EUA, para onde foram embarcados 11,76 milhões de pares por US$ 191,87 milhões em 2015. 

Já o segundo destino do calçado brasileiro é a Argentina, que comprou 8 milhões de pares por US$ 67,48 milhões. E em terceira posição a França com 8,46 milhões de pares, no mesmo período.

O ano de 2015 fechou, ao todo, o embarque de 124 milhões de pares por US$ 960,4 milhões. Com o dólar valorizado, as importações caíram, o que auxiliou os produtos. No ano passado entraram no país 33,26 milhões de pares por US$ 481 milhões, números inferiores em 9,6% em volume e 14,3% em dólares em relação a 2014.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região