O não pagamento de emendas do orçamento impositivo feitas pelos vereadores no ano passado, para o orçamento deste ano, vai colocar em rota de colisão o prefeito de Franca, Gilson de Souza (DEM), e grande parte dos vereadores.
Em tese e considerando o aspecto político, o problema não deveria ser tão grande para Gilson, uma vez que grande parte das emendas foi feita pelos dez vereadores que não se reelegeram, por opção ou falta de votos.
O problema é que muitas entidades que seriam agraciadas com recursos estão atrás dos parlamentares, inclusive dos “novatos”, cobrando o não recebimento das emendas e relatando dificuldades para manter os trabalhos sociais, algumas até ameaçando encerrar as atividades.
Sem ter o que falar e como agir, os vereadores têm partido para cima de Gilson e cobrado, uma vez que já é praticamente setembro e, com a morosidade, não haverá tempo hábil para as entidades utilizarem os recursos e prestarem contas, o que é um processo também demorado e burocrático.
Gilson de Souza, por sua vez, joga a “batata quente” para os seus setores técnicos, dos quais dependem as liberações de recursos.
Com isso, o cenário está pronto para que o prefeito receba artilharia pesada dos vereadores na Câmara Municipal.
Alguns vereadores já cogitam inclusive uma Comissão Processante, uma vez que o prefeito, ao não pagar as impositivas, deixa de cumprir uma legislação federal, que dá autonomia aos vereadores para elaborarem as emendas impositivas.
Há alguns vereadores que, analisando os números, não entendem a obsessão do Executivo em alardear o superavit de R$ 54 milhões, se o dinheiro de fato não está sendo canalizado para onde devia.



