Conforme era esperado, a Câmara Municipal de Franca aprovou, em segunda votação, o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a estabelecer os cargos comissionados, de livre nomeação de Gilson de Souza (DEM), em 338 vagas. Também autorizou a criação de três novas secretarias: Negócios Jurídicos, Assuntos Estratégicos e Esportes.
Na primeira votação, realizada na última terça-feira, 18, o placar ficou em 10 a 4 pela aprovação. Nesta sexta-feira, 21, mesmo com os protestos do público presente, sobretudo servidores públicos municipais, o placar foi nove a cinco.
Os vereadores tucanos Donizete Mercúrio e Tony Hill, ameaçados de expulsão pelo PSDB, se dividiram. Donizete manteve a postura e votou sim. Já Tony voltou atrás e votou pela rejeição da matéria.
O também tucano Adermis Marini pediu que fosse feita a votação em destaque do artigo que prevê a criação das secretarias, mas o plenário rejeitou a iniciativa e aprovou o texto original enviado pelo Poder Executivo.
O projeto tem gerado muitas críticas nos últimos dias em Franca, uma vez que o inchaço da máquina pública vai na contramão da realidade brasileira – o país tem hoje 14 milhões de desempregados – e até da cidade, que fechou com as contas no vermelho em R$ 6 milhões no último mês de junho.
A publicação da lei pela Prefeitura deve ocorrer o quanto antes, uma vez que o prazo dado pelo Tribunal de Justiça para a regulamentação dos cargos vence no próximo dia 27 de julho.
Votaram a favor dos 338 cargos e as novas três secretarias os vereadores: Carlinho da Farmácia e Arroizinho, do PMDB; Claudinei da Rocha e Pastor Palamoni, do PSB; Ilton Ferreira, do DEM; Corrêa Neves Júnior, do PSD; Nirley de Souza, do PP; Pastor Otávio, do PTB; e Donizete Mercúrio, do PSDB.
Foram contrários: Adermis Marini, Tony Hill e Kaká, do PSDB; Della Motta, do Podemos; Cristina Vitorino, do PRB. O presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), não votou em razão do cargo que ocupa, mas se manifestou abertamente contra o projeto.



