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Câmara fará esquema de segurança para dar mais isenção aos depoimentos

Testemunhas de defesa e acusação vão ficar reclusas e sem contato umas com as outras

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​A Comissão Processante que investiga o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) na Câmara Municipal já prepara os próximos passos. Nos dias 22 e 23 deste mês, serão ouvidas até dez testemunhas, respectivamente, de acusação e defesa, além do próprio prefeito, que será o último a depor.

Para dar mais segurança jurídica ao processo, os vereadores que compõem a comissão se reuniram com o presidente da Câmara Municipal, Marco Garcia (PPS), e decidiram que haverá um esquema de isolamento das testemunhas, para evitar que elas mantenham contato e, eventualmente, combinem declarações ou respostas.

Para tanto, as testemunhas deverão ficar separadas: em uma sala, as de defesa e na outra as de acusação. Há a possibilidade ainda de todas chegarem no início dos trabalhos, às oito e meia, e serem liberadas conforme prestarem depoimento.

Até mesmo o fornecimento de refeições, como café da manhã e almoço, é estudado pela Câmara Municipal para evitar que as testemunhas deixem o prédio do Legislativo. Durante esta semana, os membros da Comissão Processante se reunirão com Marco Garcia novamente para fechar todos os detalhes.

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A conclusão da comissão está prevista para o próximo mês de julho e deverá indicar a cassação do prefeito Alexandre Ferreira, o que precisará de dez votos em plenário para ser efetivada.

Alexandre é investigado pela contratação do ICV – Instituto Ciências da VIda – para gerenciar os prontos-socorros municipais nos anos de 2014 e 2015. 

Cesar Colleti

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