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​Câmara ratifica aprovação e prefeito vai criar cargos e três novas secretarias

Votação em segundo turno ocorreu com presença de público, mas nem isso inibiu os vereadores

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Conforme era esperado, a Câmara Municipal de Franca aprovou, em segunda votação, o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a estabelecer os cargos comissionados, de livre nomeação de Gilson de Souza (DEM), em 338 vagas. Também autorizou a criação de três novas secretarias: Negócios Jurídicos, Assuntos Estratégicos e Esportes.

Na primeira votação, realizada na última terça-feira, o placar ficou em 10 a 4 pela aprovação. Nesta sexta-feira, mesmo com os protestos do público presente, sobretudo servidores públicos municipais, o placar foi nove a cinco.

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Os vereadores tucanos Donizete Mercúrio e Tony Hill, ameaçados de expulsão pelo PSDB, se dividiram. Donizete manteve a postura e votou sim. Já Tony voltou atrás e votou pela rejeição da matéria.

O também tucano Adermis Marini pediu que fosse feita a votação em destaque do artigo que prevê a criação das secretarias, mas o plenário rejeitou a iniciativa e aprovou o texto original enviado pelo Poder Executivo.

O projeto tem gerado muitas críticas nos últimos dias em Franca, uma vez que o inchaço da máquina pública vai na contramão da realidade brasileira – o país tem hoje 14 milhões de desempregados – e até da cidade, que fechou com as contas no vermelho em R$ 6 milhões no último mês de junho.

A publicação da lei pela Prefeitura deve ocorrer o quanto antes, uma vez que o prazo dado pelo Tribunal de Justiça para a regulamentação dos cargos vence no próximo dia 27.

Votaram a favor dos 338 cargos e as novas três secretarias os vereadores: Carlinho da Farmácia e Arroizinho, do PMDB; Claudinei da Rocha e Pastor Palamoni, do PSB; Ilton Ferreira, do DEM; Corrêa Neves Júnior, do PSD; Nirley de Souza, do PP; Pastor Otávio, do PTB; e Donizete Mercúrio, do PSDB.

Foram contrários: Adermis Marini, Tony Hill e Kaká, do PSDB; Della Motta, do Podemos; Cristina Vitorino, do PRB. O presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), não votou em razão do cargo que ocupa, mas se manifestou abertamente contra o projeto.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região